O relatório apresentado ao Conselho de Segurança da ONU denuncia ataques persistentes de colonos, demolições de propriedades palestinas e expansão acelerada de assentamentos na Cisjordânia ocupada.
As ações, segundo António Guterres, violam o direito internacional, ampliam a ocupação israelense e enfraquecem o direito do povo palestino à autodeterminação. O secretário-geral também classificou como "profundamente alarmante" o nível de violência na região.
Cobrança a Israel
A posição foi lida por Ramiz Alakbarov, representante adjunto da ONU para o Oriente Médio. Guterres voltou a exigir o fim da anexação progressiva da Cisjordânia e afirmou que ela é ilegal, não tem efeito jurídico e deve cessar.
O documento apresentado ao Conselho de Segurança é o relatório mais recente sobre o cumprimento da Resolução 2334, aprovada em 2016. A resolução pede que Israel encerre imediatamente e por completo as atividades de assentamento no território palestino ocupado. O relatório considera o período de 13 de junho a 18 de setembro.
Guterres também condenou ataques palestinos contra israelenses e defendeu que todos os responsáveis sejam responsabilizados. O secretário-geral criticou ainda provocações perigosas e declarações incendiárias feitas por políticos de diferentes setores.
Números da guerra
A guerra começou após o ataque de militantes do Hamas em território israelense, em 7 de outubro. O episódio deixou 1.221 mortos, conforme um balanço baseado em números oficiais israelenses.
Desde então, a ofensiva militar de Israel matou mais de 74 mil pessoas e deixou 175 mil feridos em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do território palestino, que atua sob autoridade do Hamas. A ONU considera esses dados confiáveis.









