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Degelo acelera e Suíça perde 27% do gelo em uma década
Brasil

Degelo acelera e Suíça perde 27% do gelo em uma década

Relatório da Glamos aponta que 2026 teve a segunda maior perda anual já registrada no país.

Uma estaca de alumínio de quatro metros instalada no centro da geleira Scex Rouge ficou quase toda exposta em poucos meses. Colocada no fim de julho, ela estava totalmente coberta; agora, mais de três metros aparecem acima do gelo.

O episódio foi observado por Matthias Huss, responsável pela Rede de Monitoramento de Geleiras na Suíça (Glamos), durante medições realizadas neste mês. Do alto da geleira, a quase 3.000 metros de altitude, ele afirmou: “Esta é uma geleira que não está sobrevivendo. Provavelmente, não haverá gelo daqui a 10 ou 15 anos.”

As geleiras suíças perderam 5,5% do volume em 2026, a segunda maior redução anual já registrada no país. Huss classificou o período como “um ano catastrófico”.

O relatório da Glamos mostra que o ritmo de derretimento entre 2022 e 2026 foi mais de duas vezes superior ao de qualquer outro período de cinco anos monitorado. Desde 2021, a perda acumulada chegou a quase 20% do volume de gelo.

Perdas aumentaram na última década

O degelo se intensificou nos últimos anos. Entre 1990 e 2000, as geleiras perderam 10% do volume de gelo suíço. Nos últimos 10 anos, a redução chegou a 27%.

As conclusões foram baseadas em medições feitas em 23 geleiras de referência. O levantamento foi divulgado após junho, julho e agosto registrarem as maiores temperaturas já medidas na Suíça desde o início dos registros, em 1864, segundo o Escritório Federal de Meteorologia e Climatologia.

O país também teve poucas nevascas no último inverno. Huss disse que a falta de neve nas montanhas é difícil de acreditar: “ver as cores das montanhas onde não há mais neve é simplesmente inacreditável”.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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