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Panamá cobra financiamento internacional para proteger operação do canal
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Panamá cobra financiamento internacional para proteger operação do canal

José Raúl Mulino afirmou na ONU que o país não recebeu ajuda econômica, apesar de retirar mais carbono do que produz.

O Panamá pediu às Nações Unidas apoio financeiro para construir o reservatório do Río Indio, projeto apresentado como medida para manter a operação do Canal do Panamá diante dos efeitos das mudanças climáticas.

O presidente José Raúl Mulino fez o pedido nesta quarta-feira (23), durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele afirmou que o país não recebeu ajuda econômica para a iniciativa, embora retire mais carbono do que produz.

A obra é estimada em cerca de 1,6 bilhão de dólares, com início previsto para 2028. O projeto deve inundar terras e provocar o deslocamento de pessoas. Por esse motivo, moradores e ambientalistas se opõem à construção.

Menos água, menos embarcações

O Canal do Panamá depende da água da chuva armazenada em dois lagos artificiais. Os níveis diminuíram após uma seca associada ao fenômeno El Niño.

Com a redução da água disponível, as autoridades passaram a limitar o trânsito diário de embarcações de 36 para 32. Também avaliam novas reduções, sem descartar que o número de navios seja diminuído novamente.

A via interoceânica concentra 5% do comércio marítimo mundial e tem Estados Unidos e China entre seus principais usuários. Na ONU, Mulino chamou o canal de “via estratégica para o mundo livre” e disse que a estrutura “sofre as consequências da mudança climática”.

O presidente também afirmou que o reservatório será uma obra milionária capaz de dar segurança ao comércio. Para ele, as Nações Unidas devem apoiar projetos social e ambientalmente responsáveis que representem progresso.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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