A seca já afeta animais, plantações e o abastecimento no Canal do Panamá enquanto o El Niño alcança a mesma intensidade do episódio de 2015-2016, apontou o climatologista Zeke Hausfather nesta segunda-feira (21).
A temperatura da superfície do mar no Pacífico tropical está 3,07°C acima da média na região Niño 3.4. Para Hausfather, é muito provável que setembro registre as maiores anomalias mensais já observadas, a menos que ocorra uma mudança inesperada na próxima semana.
Os dados foram publicados no Climate Brink e usam registros obtidos por satélites e boias da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O indicador considera quanto as temperaturas diárias da superfície do mar na região Niño 3.4 superam a média dos últimos 30 anos.
Dois critérios de medição
A NOAA adota outro método para avaliar o fenômeno. Nesse caso, o aquecimento da região Niño 3.4 é comparado ao de todo o cinturão tropical, em uma tentativa de refletir melhor o aquecimento global.
Por esse indicador, o episódio atual ainda não atingiu o recorde. A expectativa, porém, é que o supere.
Efeitos e mudanças climáticas
Na América Central, a estiagem provoca a morte de animais e plantações. A falta de água também gera problemas no Canal do Panamá.
Os cientistas não têm consenso sobre a possibilidade de as mudanças climáticas intensificarem os episódios do El Niño. Um estudo baseado em esqueletos de corais concluiu que o fenômeno foi ampliado nos últimos 40 anos em comparação com o período pré-industrial.









