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ONU alerta para ciclo da água mais instável e queda nas reservas
Brasil

ONU alerta para ciclo da água mais instável e queda nas reservas

Relatório da OMM aponta redução de geleiras, águas subterrâneas e vazões dos rios em 2025.

O ciclo da água está mais imprevisível, e o El Niño pode agravar essa tendência no longo prazo, alertou a ONU nesta quinta-feira (17). A avaliação está no relatório anual da Organização Meteorológica Mundial (OMM) sobre o estado dos recursos hídricos no mundo.

Em 2025, os rios tiveram um dos períodos mais secos das últimas três décadas. O ano também foi um dos mais quentes já registrados, enquanto as geleiras diminuíram em todas as regiões. Os níveis de águas subterrâneas seguem em queda há vários anos em diferentes partes do mundo.

As reservas de água doce incluem o volume armazenado em aquíferos, lagos, rios, no solo, na vegetação, no gelo e na neve. Conforme a OMM, esse estoque vem diminuindo há uma década.

Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, demonstrou preocupação com a redução das águas subterrâneas e das geleiras. Essas reservas funcionam como uma espécie de proteção para períodos de seca, mas, segundo ela, estão sendo consumidas. “Estamos gastando nossas reservas”, afirmou.

Geleiras e rios

Entre 2023 e 2025, as geleiras perderam 1.400 gigatoneladas de água em massa acumulada. O relatório aponta que 2025 será o quarto ano seguido de perda importante de gelo em todas as regiões.

Quase dois terços dos poços monitorados no mundo apresentaram condições fora do padrão histórico em 2025, de acordo com Celeste Saulo. A OMM também registrou mais desastres relacionados à água.

O El Niño é uma fase quente de um ciclo climático natural que ocorre a cada dois a sete anos. O fenômeno eleva as temperaturas do Oceano Pacífico e altera padrões de ventos e chuvas em escala mundial.

A organização afirmou que o fortalecimento do fenômeno pode aumentar o risco de seca em algumas áreas e de enchentes em outras. Mesmo antes de sua percepção, os rios já apresentavam vazões anormais. 2025 foi um dos três anos mais secos para os rios em 35 anos.

Pelo sétimo ano seguido, apenas 36% das bacias fluviais do mundo apresentaram condições normais. A OMM defendeu o compartilhamento de dados, normas e alertas para acompanhar o ciclo da água. Celeste Saulo citou a tragédia recente da China e do Nepal ao afirmar que um desastre em um país pode afetar outro.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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