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Resolução da ONU cobra corte de emissões e apoio a países vulneráveis
Brasil

Resolução da ONU cobra corte de emissões e apoio a países vulneráveis

Medida aprovada por unanimidade alerta para riscos de inundações e desaparecimento de comunidades com o avanço do mar.

A elevação do nível do mar pode fazer com que inundações hoje esperadas uma vez a cada 50 anos ocorram a cada três ou quatro anos, caso os oceanos subam meio metro. O alerta aparece entre os argumentos para uma resolução aprovada por unanimidade pela Organização das Nações Unidas nesta quinta-feira (24).

A medida pede uma resposta mais contundente ao avanço dos oceanos e busca reforçar duas frentes: a redução das emissões de gases de efeito estufa e o financiamento de países vulneráveis. O problema ameaça especialmente pequenos Estados insulares, afetados pelo aquecimento do oceano e pelo derretimento das camadas de gelo e geleiras.

Ritmo de alta

Em 2024, o nível médio do mar em escala global aumentou quase seis milímetros. Foi o maior incremento anual já registrado. As projeções apontam que a elevação pode chegar a um metro ou mais até o final do século se não forem adotadas medidas drásticas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que os efeitos vão além da medição física do fenômeno: “seu custo se mede em milhões de vidas destroçadas, comunidades desenraizadas e futuros roubados”. Ele também disse: “Não podemos permitir que países e culturas desapareçam sob as ondas”.

Os pequenos Estados insulares alertam para a ameaça desde 1989. A resolução pretende dar novo impulso aos esforços internacionais para enfrentar o avanço do mar.

Tom Mortlock, analista sênior de pesquisa sobre catástrofes na Aon, afirmou que mesmo aumentos pequenos do nível do mar trazem riscos graves. Para ele, soluções baseadas na natureza, como os manguezais, podem reduzir o risco costeiro e ajudar na captura e na mitigação do carbono, sem deixar de enfrentar o problema central da mudança climática.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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