SUÍÇA — A maioria dos eleitores suíços votou por correio na consulta sobre uma proposta que restringiria a atuação internacional do país. As urnas foram fechadas ao meio-dia, no horário local, e a apuração oficial ainda seria concluída neste domingo.
Projeções da emissora pública SRG apontaram que mais de dois terços rejeitaram o plano. As estimativas foram baseadas parcialmente em dados da empresa de pesquisa GFS Bern e nas primeiras contagens do governo.
A iniciativa foi promovida pelo Partido Popular Suíço, que tem integrantes com inclinações pró-Rússia. Os defensores afirmam que o governo se aproximou demais da União Europeia e da Otan, especialmente durante a guerra da Rússia na Ucrânia.
O que previa a proposta
O texto buscava aplicar de forma estrita a neutralidade suíça. A medida impediria o país de adotar sanções contra nações consideradas hostis, com exceção das punições determinadas pelas Nações Unidas.
A proposta surgiu depois que a Suíça aderiu às sanções da União Europeia contra a Rússia. O país não integra nenhuma aliança militar, mas mantém cooperação com a Otan há três décadas, inclusive em exercícios conjuntos.
Se aprovada, a mudança também impediria o governo suíço de cooperar com qualquer aliança, exceto em situações de ameaça. O resultado oficial final seria divulgado mais tarde neste domingo.









