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Críticas da Ucrânia marcam retirada de dois nomes das sanções da UE
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Críticas da Ucrânia marcam retirada de dois nomes das sanções da UE

Bloco europeu manteve medidas contra cerca de 3.000 pessoas e entidades, mas retirou Alisher Usmanov e Mikhail Fridman da lista restritiva.

A Ucrânia classificou como “vergonhosa” e “injustificada” a decisão da União Europeia de retirar Alisher Usmanov e Mikhail Fridman da lista de sanções contra a Rússia. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga, pediu que os países do bloco adotem medidas nacionais contra os dois empresários.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (22), poucas horas antes do prazo final para a renovação das sanções. Representantes dos 27 países da União Europeia aprovaram a extensão das medidas contra cerca de 3.000 indivíduos e entidades acusados de apoiar a guerra russa contra a Ucrânia.

A Letônia se absteve para viabilizar o acordo, depois de se opor à retirada dos nomes. O primeiro-ministro letão, Andris Kulbergs, afirmou que a escolha ocorreu entre “uma ruim e uma muito pior”. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, agradeceu ao país por manter a posição jurídica contra a guerra.

Usmanov, que também tem nacionalidade uzbeque, atua no setor de metais. Fridman é empresário do setor bancário. Os dois entraram na lista pouco depois da invasão russa da Ucrânia em 2022. Segundo a União Europeia, as empresas ligadas a eles geram receitas importantes para o Kremlin.

A França defendeu a suspensão das sanções contra Usmanov alegando motivos de “segurança nacional”. Luxemburgo pediu a retirada de Fridman porque ele cobra 15 bilhões de euros (17 bilhões de dólares, 86 bilhões de reais) do país por ter ativos congelados com base nas medidas europeias. As autoridades luxemburguesas temem que a permanência de apenas um dos nomes fortaleça a disputa judicial do empresário.

Zelensky chamou a decisão de “concessão” ao Kremlin e afirmou que a suspensão das sanções para determinados empresários é “autodestrutiva e contraproducente”. Sibiga disse que a medida envia um sinal equivocado a Moscou quando a pressão deveria aumentar.

A Rússia pediu o fim das sanções para Usmanov, Fridman, outros empresários e todos os cidadãos russos, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, havia defendido na segunda-feira a manutenção das medidas, descritas por ela como um pilar da resposta à guerra e do bloqueio ao financiamento do conflito.

A lista europeia também inclui o presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov. O objetivo do bloco é prorrogar por três anos as sanções contra pessoas e entidades ligadas à guerra na Ucrânia.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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