A União Europeia adiou a renovação das sanções contra a Rússia para avaliar um pedido da França de isenção para Alisher Usmanov, ex-acionista majoritário do Arsenal. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (14), após reuniões sem acordo entre os países do bloco.
As medidas atingem cerca de 3.000 indivíduos e instituições acusados de favorecer os esforços de guerra contra a Ucrânia. A lista é renovada a cada seis meses, e o próximo vencimento estava previsto para a quarta-feira.
Usmanov entrou na lista de sanções da UE em 2022. Bruxelas justificou a medida pelos vínculos estreitos atribuídos ao oligarca com o Kremlin. O empresário, de 73 anos, tem nacionalidade uzbeque-russa.
Pedido francês
A França citou razões de segurança nacional para defender a suspensão das sanções contra Usmanov, sem apresentar mais explicações, segundo fontes diplomáticas europeias em Bruxelas. Com isso, os 27 integrantes da UE deram mais uma semana para continuar as discussões.
Um porta-voz da Irlanda, país que ocupa a presidência rotativa do bloco, afirmou que as consultas continuarão e que novas conversas são esperadas. Ele também disse que a renovação das listas é necessária para manter a pressão sobre pessoas e entidades que apoiam, permitem ou se beneficiam do esforço de guerra russo.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a possibilidade de suspensão. Em discurso transmitido pelas redes sociais nesta segunda-feira, afirmou que “certamente não é o momento de suspender as sanções” e defendeu novas medidas contra a Rússia.
Zelensky acrescentou que as sanções precisam ser mais fortes e não permitir que a Rússia se adapte a elas.









