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Crise no Iêmen amplia pressão sobre rotas de petróleo no Oriente Médio
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Crise no Iêmen amplia pressão sobre rotas de petróleo no Oriente Médio

Riade e Cairo defendem segurança nos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandeb após novos ataques houthis e avanço territorial no Iêmen.

A retomada dos combates no Iêmen elevou a tensão em duas rotas estratégicas para o transporte de petróleo. Os houthis, aliados do Irã, avançaram até o Mar Vermelho e o Estreito de Bab al-Mandeb, enquanto a Arábia Saudita prometeu responder com firmeza aos ataques recentes.

Nesta terça-feira (15), o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, foi ao Cairo para se reunir com o presidente egípcio, Abdel Fatah al Sisi. A Presidência egípcia informou que os dois defenderam a segurança da navegação por Ormuz e Bab al-Mandeb.

Al Sisi também reafirmou o apoio do Egito às medidas adotadas por Riade para proteger sua segurança e estabilidade. O bloqueio pode atingir a economia egípcia, que depende em grande medida das receitas do Canal de Suez para obter divisas.

A Arábia Saudita depende da passagem pelo Mar Vermelho para ligar o Oceano Índico ao Mar Mediterrâneo. O país é o maior exportador mundial de petróleo e já enfrenta ataques contra suas infraestruturas petrolíferas.

Os combates foram retomados em julho, depois de anos de trégua na guerra civil iniciada em 2014. As forças governamentais iemenitas, apoiadas pelos sauditas, sofreram derrotas recentes. Um ataque no oeste do Iêmen matou oito soldados na segunda-feira, segundo duas fontes militares.

No país, a violência das últimas semanas deixou centenas de mortos e cerca de 100 mil deslocados, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

A Defesa Civil saudita emitiu alertas de risco de ataque para Meca, Jidá e Taif. O aviso foi suspenso posteriormente. O Catar afirmou que o fechamento de Bab al-Mandeb poderia ter consequências “catastróficas”.

A crise também pressionou os preços dos derivados de petróleo. O diesel americano chegou a 6,27 dólares por galão, enquanto o barril de Brent se aproximou de US$ 110.

A pedido da França, o Conselho de Segurança da ONU discutiria nesta terça-feira, às 19h00 GMT, a situação em Bab al-Mandeb. Iêmen e Arábia Saudita participariam da reunião, conforme fontes diplomáticas.

Riade ainda pediu o adiamento de um encontro com o Irã que ocorreria em Omã. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, negou interferência de Teerã nos assuntos iemenitas e disse que os houthis agem de forma independente. O encontro também trataria do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã há meses durante sua guerra com os Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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