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Combates no Iêmen deixam mais de 140 mortos em três dias
Brasil

Combates no Iêmen deixam mais de 140 mortos em três dias

Forças do governo e rebeldes huthis disputam o controle de áreas próximas ao Mar Vermelho e ao Estreito de Bab el Mandeb.

Mais de 140 combatentes morreram em confrontos entre as forças do governo do Iêmen e os rebeldes huthis, entre o meio-dia de sábado e a manhã deste domingo (6). As informações foram divulgadas por fontes militares.

As forças governamentais têm apoio da Arábia Saudita, enquanto os huthis são apoiados pelo Irã. Os combates ocorrem no sudoeste do país e envolvem o controle do acesso ao Mar Vermelho.

Dos mortos, 84 pertenciam às forças do governo, conforme dois oficiais do exército iemenita. A maioria teria morrido em ataques com foguetes. Quatro fontes ligadas aos rebeldes informaram que 57 combatentes huthis morreram no mesmo período.

Desde quinta-feira, mais de 300 combatentes e alguns civis morreram, conforme informações de fontes militares e médicas dos dois lados. A retomada dos combates ocorreu após o colapso, em julho, do cessar-fogo firmado em 2022.

Um oficial das forças governamentais afirmou que os confrontos diminuíram nas primeiras horas deste domingo. Segundo ele, as tropas estabeleceram posições ao norte de Hays, distrito localizado a menos de 30 km da costa do Mar Vermelho.

Disputa por áreas estratégicas

A ofensiva huthi tenta cortar o acesso à cidade portuária de Mocha e avançar em direção às áreas próximas do Estreito de Bab el Mandeb. A passagem ganhou importância para o transporte de petróleo saudita depois que o Estreito de Ormuz foi bloqueado pelo Irã.

O mesmo oficial disse que os rebeldes avançaram a oeste de Taiz, ao sul de Hays, em direção ao estreito. Os huthis não controlam atualmente uma área com acesso direto a Bab el Mandeb, mas dominam Hodeida, cidade portuária mais ao norte.

O Iêmen vive uma guerra civil desde 2014. Naquele ano, os huthis lançaram uma ofensiva a partir de Saada, no norte, e assumiram o controle de amplas áreas, incluindo a capital, Sanaa.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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