RIade — O aeroporto internacional de Riade permanecerá fechado pelo menos até quinta-feira, após um ataque que matou uma pessoa no domingo. A medida foi anunciada em meio à continuidade dos lançamentos de mísseis e drones contra a Arábia Saudita nesta segunda-feira (12), conforme informou uma emissora estatal.
A suspensão também afetou voos internacionais. A companhia aérea nacional do Bahrein cancelou até sábado todas as operações com origem ou destino em Riade. A empresa aérea nacional dos Emirados Árabes Unidos adotou medida semelhante até a próxima segunda-feira, citando “perturbações regionais”.
O aeroporto da capital foi atingido horas depois de outro ataque reivindicado pelos houthis, que deixou 13 mortos e mais de 300 feridos no local. A coalizão liderada pela Arábia Saudita informou que um projétil caiu no aeroporto e provocou um incêndio. Outro míssil foi interceptado nas proximidades pelas defesas aéreas.
O aeroporto de Dammam, no leste do país, também foi alvo, segundo a autoridade de aviação civil. Moradores de Riade relataram explosões. “A casa toda tremeu”, disse um morador do bairro de Al Aarid, no norte da capital.
O ministro saudita da Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou em uma conferência sobre energia, em Riade, que os ataques colocaram à prova a infraestrutura e a capacidade de resistência da monarquia. “A segurança energética não pode ser considerada garantida”, declarou.
Mohamed Al Bukhaiti, integrante da ala política houthi, ameaçou uma “resposta rápida e dolorosa” contra os Estados Unidos caso o país entre na guerra. Ele também pediu que funcionários e trabalhadores de instalações petrolíferas e aeroportos sauditas se mantenham afastados, porque esses locais se tornaram alvos legítimos.
A embaixada americana informou que seus funcionários precisarão de uma autorização especial para entrar nos aeroportos do reino e recomendou a maior precaução aos passageiros. A embaixada australiana também orientou seus cidadãos a buscar segurança.
Os houthis, movimento pró-Irã que controla grande parte do Iêmen, estão em conflito com a Arábia Saudita há mais de uma década. A coalizão saudita classificou o ataque de sábado ao aeroporto de Riade como crime de guerra e prometeu responder de maneira decisiva.
A Arábia Saudita lidera, desde 2015, uma coalizão que apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente e combate os houthis. Veículos alinhados ao grupo relataram ataques sauditas na região de Saná. Um porta-voz do Ministério da Saúde sob autoridade houthi informou que um civil morreu.
O governo iemenita afirmou estar avançando contra os houthis nos arredores do Estreito de Bab el-Mandeb. O grupo disse ter repelido a ofensiva e reforçado o cerco a Taiz, onde os combates deixaram mais de 60 mortos nas últimas 24 horas. As informações dos dois lados não puderam ser verificadas de forma independente.









