Os houthis reivindicaram nesta quinta-feira (8) um novo ataque contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. O grupo iemenita, aliado do Irã, também voltou a pedir que companhias aéreas internacionais evitem o espaço aéreo da Arábia Saudita.
A nova ofensiva foi anunciada na madrugada, um dia depois de a Direção de Aviação Civil saudita confirmar bombardeios contra os aeroportos de Riade e Abha. Os ataques ocorreram na terça-feira (6) e na quarta-feira (7), sem que o órgão apontasse um responsável.
Mortos e feridos
Três pessoas morreram nos dois ataques, e outras 36 ficaram feridas. No aeroporto de Abha, no sudoeste da Arábia Saudita, as vítimas eram um cidadão egípcio e outro argelino. Em Riade, morreu um cidadão sudanês.
A monarquia saudita informou ter interceptado um míssil no norte da capital, área onde fica o aeroporto. O tráfego do terminal costuma ser afetado com frequência, segundo o Flightradar24.
Os houthis controlam Saná e grandes áreas do Iêmen. O conflito contra o governo reconhecido pela comunidade internacional e apoiado por Riade voltou a se intensificar em julho, depois de anos de calma.
Confrontos no Iêmen
As forças governamentais, apoiadas por aviões sauditas, lançaram uma contraofensiva no último fim de semana e disseram ter conseguido vitórias em várias frentes. Os houthis negaram o avanço. Fontes militares dos dois lados não relataram mudanças significativas no território.
Novos confrontos no oeste do país deixaram pelo menos 62 mortos na quarta-feira (7). O número total de combatentes mortos desde segunda-feira passou de 330, segundo fontes militares.
Também houve ataques contra uma base militar perto do aeroporto de Aden. Um míssil caiu próximo à pista pouco antes da chegada de um voo vindo do Cairo, que acabou desviado para um aeroporto saudita, conforme o Ministério dos Transportes.
Na cidade de Taiz, um ataque deixou cinco civis feridos, informou a agência governamental Saba. A Organização Internacional para as Migrações afirmou que 201.217 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas desde o agravamento da crise.









