Desenvolvedores de Gears of War: E-Day estão preocupados com novas demissões na Microsoft enquanto o jogo se aproxima do lançamento. Funcionários da The Coalition, equipe responsável pela franquia, relatam meses de horas extras e dizem não se sentir seguros com o fim do desenvolvimento.
A equipe trabalha em E-Day há cinco anos. Nesse período, a Microsoft promoveu várias rodadas de cortes, mas integrantes da The Coalition afirmam que acreditavam estar mais protegidos por causa da importância do projeto. Agora, com a produção chegando à reta final, o temor é que a equipe também seja atingida.
“Estamos apenas aguardando a próxima onda [de demissões] ou uma reorganização sob a Activision”, afirmou um funcionário.
Cortes e mudanças no Xbox
A chefe do Xbox, Asha Sharma, anunciou em julho um plano para eliminar 3.200 vagas na empresa neste ano. Na ocasião, foram confirmadas as primeiras 1.600 demissões. No mês passado, a Microsoft anunciou uma segunda leva de cortes e mudanças estruturais.
As alterações incluíram a redução da equipe do Halo Studios e a transferência da franquia para a Activision, que também ficará responsável pelo estúdio britânico Rare. As mudanças aumentaram a insegurança entre os funcionários ligados a Gears of War.
A situação piorou após a demissão de Juan Vaca, diretor de narrativa de E-Day. Ele deixou o cargo duas semanas antes do lançamento do jogo. A saída foi descrita por integrantes da equipe como altamente desmoralizante.
Uma fonte disse que os funcionários estão “à flor da pele” e esperam uma nova rodada de cortes ou uma reorganização até o final deste ano. O Xbox ainda não informou quando ocorrerá a última rodada de demissões prevista para o ano.
A Microsoft não apresentou uma resposta oficial. A empresa reconheceu o esforço da equipe para concluir E-Day, incluindo o trabalho fora do horário de expediente, e informou que os funcionários receberão dias de folga adicionais como compensação.
Mesmo com uma eventual garantia de que a The Coalition esteja segura por enquanto, colaboradores afirmam que ainda não conseguem ficar tranquilos. Um deles disse que é difícil confiar nas declarações da liderança após a forma como funcionários foram dispensados.








