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Como as redes criam vínculos que permanecem após a morte de um influenciador
Foto: Reprodução/Instagram
Saúde

Como as redes criam vínculos que permanecem após a morte de um influenciador

Especialista explica por que a morte de Lito Sousa pode provocar tristeza mesmo entre pessoas que nunca o conheceram pessoalmente.

A morte de uma personalidade pública pode reabrir perdas antigas e despertar medos que já existiam, afirma a psicóloga oncologista e paliativista Wlliane Flores Moreira. Para ela, a reação diante da morte de Lito Sousa não precisa ser tratada como exagero, mesmo quando não houve contato presencial.

Lito morreu aos 59 anos nessa quinta-feira (1º/10), cerca de dois meses após ser diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob. A notícia provocou, entre parte do público, tristeza, choro e sensação de vazio.

Um vínculo construído à distância

A psicóloga explica que a convivência física não é obrigatória para que exista uma relação com significado emocional. Vídeos, podcasts, stories e publicações podem inserir um influenciador na rotina de quem o acompanha e fazer com que sua presença se torne familiar.

“Quando acompanhamos alguém durante anos, ouvimos sua voz, conhecemos seus pensamentos, esperamos pelos seus conteúdos e incorporamos aquela presença à nossa rotina”, afirma Wlliane.

Nesse tipo de relação, a pessoa pública pode ocupar um espaço importante na vida de um seguidor sem sequer saber que ele existe. A interrupção dessa presença pode gerar uma reação genuína de perda.

A especialista também diz que as redes sociais mudaram a forma de se relacionar com quem não faz parte do círculo íntimo. Por isso, a frase “eu nem conhecia, mas estou sofrendo” pode expressar uma experiência real de luto.

A despedida nas redes

No caso de Lito Sousa, o espaço em que ele construiu a relação com o público também se tornou o local das homenagens. Fotos, vídeos e mensagens transformaram a despedida em uma experiência coletiva.

Compartilhar a dor pode trazer acolhimento e sensação de pertencimento, segundo Wlliane. Ao mesmo tempo, o contato constante com imagens, vídeos e notícias pode manter a pessoa diante da perda de forma intensa.

A orientação da psicóloga é observar o que ajuda a elaborar o sentimento e identificar quando essa exposição começa a pesar. Cada pessoa pode viver o luto de uma maneira diferente, inclusive quando a relação com quem morreu aconteceu apenas pelas redes.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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