A geração Z criou uma série de termos para descrever relações afetivo-sexuais, mas muitos deles apenas atualizam comportamentos que já existiam. A avaliação é do psicólogo Orion Taraban, que explicou 8 jargões em entrevista a um portal internacional.
Taraban afirma que essa linguagem ganhou força com a divulgação rápida nas redes sociais, principalmente no TikTok e no Instagram. Para ele, os termos funcionam como um dicionário próprio dos jovens. “A maior parte disso é apenas algo reciclado com um novo rótulo”, disse.
Um dos conceitos é o relacionamento com alguém considerado menos atraente, na expectativa de receber mais valorização. O psicólogo alerta que essa pessoa pode abandonar o parceiro ao encontrar alguém que considere mais bonito. Também existe a tentativa de mudar a aparência e a personalidade do parceiro para adequá-lo a determinados padrões. Sobre essa estratégia, Taraban foi direto: “Nunca funciona, esqueça”.
Termos para diferentes relações
Clear coding, ou dating with intention, descreve o namoro com intenção. A prática consiste em chegar ao primeiro encontro com uma lista de características esperadas na outra pessoa. Taraban afirmou que principalmente mulheres adotam esse comportamento e que não haveria um segundo encontro.
Outras expressões citadas pelo psicólogo são friendfluence, quando amigos são levados ao encontro para avaliar o pretendente; benching, que significa manter um contato como opção romântica reserva; e wanderlove, usado para falar de romances de férias, geralmente ligados a paixões durante viagens.
Body count se refere a contar a própria lista de parceiros sexuais ou perguntar quantas pessoas o outro já teve. Já situationship é um relacionamento indefinido e sem rótulos, equivalente ao chamado ficante em português.








