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Escuta e pertencimento entram no centro da prevenção em saúde mental
Saúde

Escuta e pertencimento entram no centro da prevenção em saúde mental

Para o Dr. Luís Carlos Murari, cuidar da saúde mental também exige vínculos, propósito e atenção antes que uma crise apareça.

A prevenção em saúde mental não começa apenas quando alguém chega a uma situação de crise. Para o Dr. Luís Carlos Murari, ela também passa por escuta, pertencimento, vínculos e motivos para continuar vivendo.

O alerta ganha força no Dia Mundial da Saúde Mental porque o sofrimento intenso pode não ser percebido por quem está por perto. Há pessoas que seguem trabalhando, estudando, cuidando dos filhos, participando de reuniões e mantendo contato com amigos enquanto enfrentam uma dor profunda.

Além dos sintomas

A atenção costuma se concentrar em ansiedade, tristeza, insônia, angústia e medo. Esses sinais precisam de cuidado, mas, na avaliação de Murari, também é necessário olhar para a forma como a pessoa está vivendo. Diagnósticos, exames e medicamentos não respondem sozinhos o que dá sentido à vida de cada um.

O médico afirma que muitas pessoas não desejam morrer, mas perderam a capacidade de experimentar a vida com satisfação. Elas podem acordar cansadas, agir no piloto automático, deixar de sentir prazer e se acostumar a apenas suportar os dias.

Por isso, a prevenção deve incluir o combate à solidão, o fortalecimento das relações, a construção de propósito e a possibilidade de falar sem medo de julgamento. O sofrimento pode crescer gradualmente, com isolamento, desesperança, vazio e perda de interesse por atividades antes prazerosas.

Uma conversa pode abrir espaço

Frases como “não aguento mais”, “queria desaparecer” e “seria melhor se eu não estivesse aqui” não devem ser tratadas como algo sem importância. Murari também destaca que perguntar sobre pensamentos suicidas não incentiva esse comportamento. Uma conversa acolhedora pode permitir que a pessoa fale sobre uma dor mantida em silêncio.

Escutar, nesse contexto, significa notar mudanças, acolher pausas e permanecer presente diante de assuntos difíceis, sem respostas prontas. Para o médico, alguém pode ser ajudado antes que uma crise aconteça quando encontra espaço para ser visto e não precisa carregar o sofrimento sozinho.

Na avaliação de Murari, salvar uma vida envolve mais do que impedir uma morte: significa ajudar a recuperar relações, sonhos, sentido e condições para continuar vivendo.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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