Guarulhos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,85 · Ibovespa 187.197 -0,00% Guarulhos 16°C 15° / 18°
Infarto pode ter sinais menos reconhecidos em mulheres
Saúde

Infarto pode ter sinais menos reconhecidos em mulheres

Sintomas variados e diferenças no atendimento podem atrasar o diagnóstico; prevenção deve acompanhar a vida adulta.

O infarto também representa uma ameaça importante para as mulheres, embora a doença coronariana ainda seja mais comum entre os homens. Em alguns casos, os sinais aparecem de forma menos associada ao coração, o que pode atrasar a busca por atendimento.

Em 2021, cerca de 254 milhões de pessoas viviam com doença isquêmica do coração no mundo. As mulheres correspondiam a aproximadamente 43% desse total. Análises do Global Burden of Disease mostram que a diferença entre homens e mulheres na incidência e na prevalência diminuiu nas últimas décadas.

No Brasil, o Sistema de Informações sobre Mortalidade do DATASUS registrou 66.907 mortes por infarto entre mulheres com menos de 60 anos, de 2015 a 2024. Foram 6.620 mortes em 2021, 6.725 em 2022, 6.476 em 2023 e 6.247 em 2024.

Sinais que podem confundir

A dor no peito continua sendo um sinal importante e pode vir como pressão, peso ou aperto. Suor frio, náusea e falta de ar também podem aparecer. Cansaço fora do comum e incômodo nas costas, na mandíbula, no pescoço ou na parte superior do abdome são outras possibilidades.

Esses sintomas podem ser confundidos com ansiedade, refluxo, estresse ou problemas musculares. O atraso no atendimento aumenta o risco de lesão no coração, insuficiência cardíaca, arritmias e morte. Um estudo populacional publicado em 2023 apontou que mulheres com dor torácica tiveram menor probabilidade de receber medidas recomendadas pelas diretrizes antes e depois da chegada ao hospital. Entre pessoas com infarto com elevação do segmento ST, a mortalidade foi maior entre mulheres.

Nem todo infarto ocorre por uma obstrução importante causada pela ruptura de uma placa de colesterol. Mulheres, principalmente as mais jovens, apresentam proporcionalmente mais casos sem obstruções relevantes. Elas também são mais afetadas pela dissecção espontânea da artéria coronária, alteração na parede do vaso que prejudica o fluxo de sangue.

Prevenção ao longo da vida

A avaliação do risco deve considerar pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, hipertensão na gravidez, menopausa precoce, doenças autoimunes, tratamento contra câncer e histórico familiar de infarto prematuro.

Pressão arterial, colesterol, glicemia e peso podem mudar com o tempo. Por isso, a prevenção exige acompanhamento contínuo. Não fumar, praticar atividade física, cuidar da alimentação e do peso, considerar o histórico da gravidez e buscar atendimento rápido diante de sintomas suspeitos são medidas importantes.

O risco pode ser identificado e modificado antes do primeiro evento. Diante de sinais compatíveis com infarto, cada minuto conta.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5