O eleitor não pode votar em deputado federal de outro estado. A regra está ligada ao domicílio eleitoral e ao modelo de representação política adotado no Brasil.
A eleição para a Câmara dos Deputados é dividida entre as unidades da Federação. São 27 disputas simultâneas, correspondentes aos 26 estados e ao Distrito Federal. As vagas são distribuídas conforme a população, com mínimo de oito e máximo de 70 deputados por estado.
Como funciona na urna
A urna eletrônica de cada seção recebe os dados dos candidatos registrados no estado correspondente. Por isso, uma tentativa de votar em um político de outra região resulta em voto nulo, já que o número não está disponível naquele banco de dados.
A regra também vale para eleições de governador, senador e deputados estaduais. O mandato do deputado federal tem alcance nacional, mas a eleição e a base de votos são estaduais.
Voto em trânsito
Quem estiver fora da cidade de votação pode solicitar o voto em trânsito. Se o eleitor estiver em outro estado, a modalidade permite votar apenas para presidente da República, desde que o pedido tenha sido feito dentro do prazo legal.
A exceção ocorre quando a pessoa viaja para outro município, mas permanece no mesmo estado do domicílio eleitoral. Nesse caso, pode votar para governador, senador e nas chapas de deputados federais e estaduais da unidade da Federação.
Nas eleições gerais de 2026, o prazo para pedir a transferência temporária de seção terminou no dia 20 de agosto. Quem não fez a solicitação e estiver fora da cidade no dia 4 de outubro não poderá votar e terá de justificar a ausência à Justiça Eleitoral.
Mudança de estado e exterior
Quem muda de estado sem transferir o título fica impedido de votar nos candidatos locais da nova residência. Para participar das eleições estaduais e proporcionais, é necessário pedir a transferência definitiva do domicílio eleitoral antes do fechamento do cadastro.
Brasileiros inscritos em seções eleitorais no exterior também votam somente para presidente da República. O sistema atual não prevê voto para deputados federais no exterior.
A mesma lógica protege a representação de cada estado na Câmara dos Deputados e impede que candidatos de uma unidade da Federação recebam votos no território eleitoral de outra.








