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STF tem até 90 dias para retomar análise sobre Moraes e Mendonça
Política

STF tem até 90 dias para retomar análise sobre Moraes e Mendonça

Pedido de vista de Flávio Dino suspendeu a sessão que discute se os ministros serão julgados em conjunto.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem até 90 dias corridos para retomar a análise sobre a possibilidade de André Mendonça e Alexandre de Moraes serem julgados em conjunto. A sessão foi suspensa depois que Flávio Dino pediu vista do caso.

Se Dino não apresentar sua posição dentro desse período, o julgamento será liberado automaticamente para voltar à pauta do STF. O pedido de vista também impede, por enquanto, que o voto dele seja contabilizado na discussão sobre a reunião dos processos.

Discussão durante a sessão

A solicitação ocorreu depois de uma discussão entre Gilmar Mendes e André Mendonça. O ministro havia citado um relatório da Polícia Federal com menções a mensagens trocadas por Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Vorcaro.

Gilmar criticou a fala de Mendonça e defendeu Gonet. “É impressionante que uma pessoa da estatura do Paulo Gonet sofra este tipo de ilação”, afirmou. Mendonça respondeu que ainda estava com a palavra.

Na sequência, Flávio Dino interrompeu a sessão para questionar a condução de Edson Fachin, presidente do STF. Dino criticou a decisão de manter o encontro mesmo durante o conflito entre os ministros e afirmou que Fachin conduzia a Corte “de modo degradante”.

Dino classificou a sessão desta terça-feira como um “agendamento desastrado”. Segundo ele, o formato adotado pode levar à marcação de dezenas de sessões semelhantes nas semanas seguintes.

O ministro também disse que fez o pedido de vista por causa de uma questão de ordem. Com isso, a análise sobre a possibilidade de reunir os casos de Moraes e Mendonça permanece suspensa até a retomada do julgamento ou a liberação automática da pauta após o prazo previsto.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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