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PGR terá cinco dias para avaliar pedidos sobre atuação de Mendonça no caso Master
Política

PGR terá cinco dias para avaliar pedidos sobre atuação de Mendonça no caso Master

Edson Fachin pediu manifestação sobre as solicitações pendentes antes de decidir os próximos passos no STF.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliar os pedidos pendentes na Petição 16.704, ligada à atuação do ministro André Mendonça em investigações sobre o Banco Master. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (25).

A Procuradoria deverá se manifestar sobre as providências solicitadas no processo e avaliar a pertinência, a necessidade e a adequação das medidas. Também deverá considerar uma possível repercussão sobre investigações em andamento. Depois do parecer, o caso retornará a Fachin.

O despacho não decide se os pedidos serão aceitos. A manifestação da PGR foi determinada antes da análise dos próximos passos pelo presidente do STF.

Acusações contra Mendonça

A Petição 16.704 foi aberta depois que Alexandre de Moraes enviou à Presidência do Supremo informações sobre possíveis irregularidades na atuação de Mendonça. As acusações ainda são analisadas pelo STF, e o ministro não foi responsabilizado por elas.

Moraes apontou, “em tese”, condutas que poderiam configurar improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade. Entre os questionamentos estão uma suposta interferência em investigações policiais e o possível direcionamento de alvos.

Fachin já havia determinado que a PGR e Mendonça fossem ouvidos antes de uma decisão sobre as acusações. Na ocasião, afirmou que as medidas tinham o objetivo de instruir o procedimento e não antecipavam uma conclusão sobre o mérito.

Disputa no Supremo

A Petição 16.704 integra a crise no STF relacionada a relatórios da Polícia Federal produzidos em investigações sobre o Banco Master. Fachin passou a concentrar na Presidência da Corte a análise dos procedimentos após decisões de diferentes ministros sobre fatos ligados ao caso.

A Petição 16.662 reúne documentos da Polícia Federal sobre uma suposta rede de influência atribuída a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Os relatórios levantaram questionamentos sobre contatos do banqueiro com autoridades e sobre a condução das investigações.

A tensão aumentou quando Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Flávio Dino determinou depois a volta dos dois aos cargos. Fachin suspendeu as decisões conflitantes e concentrou na Presidência do STF os procedimentos relacionados ao caso.

Em 15 de setembro, o plenário do Supremo discutiu a tramitação conjunta das Petições 16.662 e 16.704. A análise foi interrompida após Flávio Dino pedir vista, sem avaliação do mérito das investigações.

Agora, a PGR deverá apresentar parecer sobre as providências ainda pendentes na Petição 16.704. Depois, os autos voltarão para Fachin.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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