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PGR defende abertura completa de documentos do Banco Master
Foto: PGR Procuradoria Geral da República Antonio Augusto/Secom/PGR
Política

PGR defende abertura completa de documentos do Banco Master

Órgão pede ao STF o fim integral do sigilo antes da sessão extraordinária marcada para 15 de setembro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta sexta-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retirada integral do sigilo dos documentos ligados às investigações sobre o Banco Master e seu ex-dono, Daniel Vorcaro.

A manifestação foi apresentada um dia depois de o ministro André Mendonça liberar parte dos processos relacionados ao caso. Nesta sexta, Alexandre de Moraes classificou a decisão como “seletiva” e solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de todo o material.

De acordo com Moraes, 15 procedimentos relacionados à PET 15.556 foram disponibilizados, mas 180 documentos ficaram fora do conteúdo liberado. O ministro pediu o “imediato levantamento de todo e qualquer sigilo, sem exceção”.

O pedido da PGR ocorre antes da sessão extraordinária do STF marcada para 15 de setembro. A manifestação ainda não foi divulgada integralmente, e os fundamentos apresentados pelo órgão não estão públicos.

Disputa no Supremo

A discussão sobre o acesso aos documentos integra uma crise no STF em torno das investigações sobre o Banco Master e de relatórios produzidos pela Polícia Federal sobre contatos de Vorcaro com autoridades.

Na quinta-feira (10), Mendonça retirou o sigilo de processos ligados ao caso após Fachin determinar que o material fosse disponibilizado antes do julgamento. Entre os documentos liberados estão relatórios da Polícia Federal sobre uma suposta rede de influência atribuída a Vorcaro.

Moraes afirmou que a liberação ocorreu de forma seletiva e acusou Mendonça de, em tese, interferir em investigações policiais, conduzir de maneira irregular tratativas de colaboração premiada e direcionar alvos por motivos pessoais e políticos.

A tensão também envolveu o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Mendonça afastou os dois, mas Flávio Dino determinou a volta deles aos cargos no dia seguinte.

Diante das decisões conflitantes, Fachin suspendeu as medidas e concentrou na Presidência do STF a análise dos procedimentos relacionados ao caso. Ele também convocou os 11 ministros para a sessão extraordinária de 15 de setembro.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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