A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta sexta-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retirada integral do sigilo dos documentos ligados às investigações sobre o Banco Master e seu ex-dono, Daniel Vorcaro.
A manifestação foi apresentada um dia depois de o ministro André Mendonça liberar parte dos processos relacionados ao caso. Nesta sexta, Alexandre de Moraes classificou a decisão como “seletiva” e solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de todo o material.
De acordo com Moraes, 15 procedimentos relacionados à PET 15.556 foram disponibilizados, mas 180 documentos ficaram fora do conteúdo liberado. O ministro pediu o “imediato levantamento de todo e qualquer sigilo, sem exceção”.
O pedido da PGR ocorre antes da sessão extraordinária do STF marcada para 15 de setembro. A manifestação ainda não foi divulgada integralmente, e os fundamentos apresentados pelo órgão não estão públicos.
Disputa no Supremo
A discussão sobre o acesso aos documentos integra uma crise no STF em torno das investigações sobre o Banco Master e de relatórios produzidos pela Polícia Federal sobre contatos de Vorcaro com autoridades.
Na quinta-feira (10), Mendonça retirou o sigilo de processos ligados ao caso após Fachin determinar que o material fosse disponibilizado antes do julgamento. Entre os documentos liberados estão relatórios da Polícia Federal sobre uma suposta rede de influência atribuída a Vorcaro.
Moraes afirmou que a liberação ocorreu de forma seletiva e acusou Mendonça de, em tese, interferir em investigações policiais, conduzir de maneira irregular tratativas de colaboração premiada e direcionar alvos por motivos pessoais e políticos.
A tensão também envolveu o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Mendonça afastou os dois, mas Flávio Dino determinou a volta deles aos cargos no dia seguinte.
Diante das decisões conflitantes, Fachin suspendeu as medidas e concentrou na Presidência do STF a análise dos procedimentos relacionados ao caso. Ele também convocou os 11 ministros para a sessão extraordinária de 15 de setembro.








