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PF aponta que Vorcaro soube de operação antes de ser preso em Guarulhos
Política

PF aponta que Vorcaro soube de operação antes de ser preso em Guarulhos

Relatório enviado ao STF reúne mensagens e anotações que, para investigadores, indicam preparação para deixar o país.

Documentos da Polícia Federal indicam que Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria descoberto antes que seria alvo da operação que levou à sua prisão. Ele foi detido na noite de 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, enquanto se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Malta.

As informações estão em um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal. O documento reúne mensagens, anotações e movimentações encontradas no celular do ex-banqueiro. Para os investigadores, os registros mostram que informações sigilosas chegaram a Vorcaro nas semanas anteriores à ação policial.

A publicação dos documentos foi determinada pelo ministro André Mendonça, a pedido de Edson Fachin, presidente do STF, em meio à crise institucional na Corte.

Anotações e contatos antes da prisão

Em 17 de outubro de 2025, integrantes da Polícia Federal e do Banco Central participaram de uma reunião restrita sobre as apurações envolvendo o Banco Master. Quatro dias depois, Vorcaro anotou no celular os nomes completos de delegados, agentes da PF e procuradores da República ligados ao caso.

Em 30 de outubro, ele registrou informações atribuídas a pessoas do Banco Central que seriam suas amigas e estariam preocupadas. Segundo a PF, o banqueiro afirmou que os dados eram confiáveis porque vinham de pessoas que participavam diretamente das discussões.

Em 16 de novembro, dois dias antes do cumprimento dos mandados, Vorcaro salvou uma anotação sobre a possível proximidade de um interlocutor com Ricardo Soares Leite, juiz federal responsável pelas medidas cautelares sigilosas da investigação.

Na manhã de 17 de novembro, às 7h28, ele recebeu mensagens urgentes do advogado Walfrido Warde. Conforme os registros analisados pelos investigadores, depois disso Vorcaro mudou o roteiro e passou a organizar uma viagem para fora do Brasil.

Tentativa de justificar viagem

No mesmo dia, Vorcaro manteve contato com o jornalista Diego Escosteguy. Pouco depois das 11h, o site O Bastidor publicou a existência de um inquérito contra o Banco Master na 10ª Vara Federal do Distrito Federal. Vorcaro encaminhou a publicação a Warde, que a usou em uma petição urgente para pedir acesso aos autos, que estavam sob sigilo.

Também houve uma videoconferência com o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. A reunião foi articulada por Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, servidores apontados pela PF como cooptados pelo grupo. Sem gravação ou ata, Vorcaro comunicou a suposta venda do Banco Master ao Grupo Fictor e disse que precisava viajar a Dubai para assinar contratos.

A defesa usou uma declaração de Paulo Sérgio em um habeas corpus para sustentar que a viagem aos Emirados Árabes tinha finalidade empresarial. A PF, porém, interpreta que a reunião foi organizada às pressas para criar uma justificativa formal para a saída do país.

Documentos também indicam que Vorcaro perguntou ao ministro Alexandre de Moraes se deveria deixar o Brasil dois dias antes da prisão. A viagem não aconteceu. Na noite de 17 de novembro, ele foi preso no aeroporto. No dia seguinte, 18 de novembro, a PF cumpriu os demais mandados da operação.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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