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Oposição leva sindicatos e estudantes às ruas contra governo colombiano
Política

Oposição leva sindicatos e estudantes às ruas contra governo colombiano

Atos em cidades da Colômbia criticam políticas de Abelardo de la Espriella e incluem rejeição à aproximação com Israel e Donald Trump.

A flexibilização do uso da força pelas autoridades colombianas provocou temor entre manifestantes que foram às ruas nesta quarta-feira (14). A medida, decretada na terça-feira pelo presidente Abelardo de la Espriella, autoriza ações em casos de danos ou bloqueios de vias. Segundo o governo, o objetivo é “atacar o terrorismo urbano disfarçado de protesto”.

Os protestos acontecem nas principais cidades da Colômbia e reúnem sindicatos, comunidades indígenas, estudantes e feministas. A mobilização é liderada pela oposição do ex-presidente Gustavo Petro (2022-2026), dois meses depois da posse de De la Espriella. Nas cidades, os atos ocorrem de forma pacífica.

Óscar Pérez, professor de 40 anos, afirmou que a medida busca intimidar a população. “Tentam amedrontar a população para que não saia às ruas para protestar, mas isso está na Constituição”, disse.

Críticas ao governo

A oposição acusa o presidente de ameaçar direitos humanos e teme retrocessos em políticas implementadas por Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia. Durante o mandato, ele ampliou o acesso gratuito às universidades públicas, elevou o salário mínimo e concedeu benefícios a trabalhadores, incluindo pagamento adicional pelo trabalho noturno.

Em Bogotá, o senador de esquerda Iván Cepeda participou dos atos. Ele perdeu a eleição presidencial por menos de um ponto percentual. Manifestantes carregaram bandeiras palestinas e queimaram uma grande bandeira dos Estados Unidos.

Entre as reivindicações está a rejeição ao restabelecimento das relações diplomáticas com Israel, rompidas durante o governo Petro. Os manifestantes também criticam a aproximação com o governo de Donald Trump, que consideram uma ameaça à soberania.

“Me sinto em perigo, nossos direitos estão em risco (...) Tudo pelo que lutamos durante tanto tempo hoje está em risco”, afirmou Unzo Vargas, funcionário público de 44 anos que protestava com uma bandeira do arco-íris.

Indígenas e outras denúncias

As comunidades indígenas protestam ainda contra um projeto de regulamentação da guarda indígena, organização civil voltada à defesa de territórios ancestrais em regiões afetadas pelo conflito armado. José Joy Martenorio, do Conselho Regional Indígena de Cauca, disse que o presidente não representa os povos indígenas.

O governo também é questionado por uma suposta falta de transparência na gestão de doações privadas destinadas às vítimas do terremoto que atingiu o oeste do país em 10 de agosto. A administração desses recursos está sob responsabilidade da esposa do presidente.

A oposição denuncia ainda uma possível violação da laicidade do Estado, citando referências religiosas frequentes do presidente, imagens da Virgem Maria em atos públicos e a expressão “viva Cristo Rei!”, usada no encerramento de seus discursos.

Em Bogotá, o trânsito permaneceu tranquilo após empresas recomendarem trabalho remoto e algumas escolas suspenderem as aulas. Ester Guerra, professora de 32 anos, afirmou que as conquistas obtidas durante o governo Petro estão ameaçadas. Jimena Rodríguez, estudante de 20 anos, disse estar com raiva e temer “tempos sombrios”. Samuel Molina, estudante de 20 anos, avaliou que os atos mostram a força da oposição.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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