PARIS — Greta Thunberg declarou apoio aos estudantes da escola de ensino médio Paul Éluard, em Saint-Denis, ao norte de Paris, durante a nova rodada de mobilizações na França. A ativista afirmou estar “enormemente orgulhosa dos estudantes franceses”.
Os atos reuniram estudantes do ensino médio, universitários, professores e sindicatos em várias cidades. Em Lens, manifestantes cantaram “Nós somos o futuro!”. Em Bordéus, Jonas, de 17 anos, questionou a prioridade dada aos gastos com defesa em comparação com investimentos para a juventude.
As organizações estudantis informaram que cerca de 480.000 pessoas participaram dos protestos desta terça-feira (13). As autoridades estimaram 161.500 manifestantes. Há uma semana, os organizadores haviam calculado 450.000 participantes, enquanto o número oficial ficou em 266.000.
Escolas e universidades
Cerca de 90% das quase 70 universidades francesas estavam bloqueadas ou fechadas, segundo a União Estudantil. As autoridades estimaram a paralisação em 35%.
O ministro da Educação, Édouard Geffray, disse que houve redução no número de escolas de ensino médio fechadas preventivamente. Cerca de 200 das 3.700 instituições do país estavam nessa situação.
Entre as reivindicações estão a falta de professores substitutos, jornadas de até dez horas, salas deterioradas e medidas específicas para as mudanças climáticas. Os estudantes também criticam o sistema de acesso à universidade.
No fim da semana passada, o governo anunciou a contratação de 3.000 professores substitutos. As organizações estudantis consideraram a medida insuficiente e pediram um plano de 10 bilhões de euros, equivalente a 56 bilhões de reais, para as instituições de ensino médio.
Mobilização continua
Ryad Rani, líder da organização estudantil USL, convocou a população para os atos de sábado. “Não vamos baixar os braços”, afirmou no começo de uma marcha em Paris.
A mobilização também deve se somar aos protestos de sábado contra o alto custo de vida. O presidente Emmanuel Macron pediu que as manifestações ocorram com calma, ordem e respeito às pessoas e aos bens.
A semana de protestos foi marcada por confrontos entre policiais e manifestantes. Segundo as autoridades, houve feridos, entre eles 147 funcionários da educação. O primeiro-ministro anunciou que apresentará emendas para retomar algumas propostas formuladas pelos estudantes em uma consulta on-line.









