FRANÇA — A polícia suspendeu na quarta-feira o uso de granadas de efeito moral durante os protestos estudantis no país. A decisão veio depois que um adolescente perdeu uma mão por causa de um dos artefatos.
As manifestações, iniciadas em meados de setembro, também levaram ao fechamento de cerca de 150 das 3.700 escolas nesta sexta-feira. Dezenas de milhares de estudantes do ensino médio participam da mobilização, em sua maioria com idades entre 15 e 18 anos.
O movimento cobra a substituição de professores ausentes, mudanças nos horários considerados sobrecarregados e melhorias nas condições das salas de aula. Apesar de a maior parte dos atos e dos bloqueios ocorrer de forma pacífica, também houve queima de contêineres de lixo e de portas de acesso a instituições, além de confrontos com a polícia.
Detenções e processos
Mais de 6.800 pessoas foram detidas desde o começo dos protestos, informou o Ministério da Justiça nesta sexta-feira (9). Menores correspondem a 86% desse total. Entre os detidos, 2.376 enfrentam ações judiciais.
De acordo com o ministério, quinze adultos e seis menores estão em prisão preventiva. Ao todo, mais de 5.000 menores foram presos no contexto da mobilização.
O governo do presidente Emmanuel Macron, de centro-direita, afirma que a atuação policial é proporcional. Já a oposição de esquerda e associações de defesa dos direitos humanos classificam a ação como repressão policial.
O governo anunciou ainda a contratação, nos próximos dias, de 3.000 professores substitutos. As organizações estudantis e os sindicatos, porém, mantêm o chamado para novas manifestações na próxima terça-feira.









