NOVA DÉLHI — A mobilização contra a revisão das listas eleitorais foi barrada antes de começar neste sábado (10), quando forças de segurança impediram o acesso ao local do protesto e detiveram três representantes do movimento das “baratas”. A polícia não confirmou as detenções.
Abhijeet Dipke, líder da organização estudantil, havia chegado à capital para participar da manifestação, convocada sem autorização. O Partido do Povo das Baratas (CJP) anunciou a detenção nas redes sociais com a frase “Abhijeet Dipke detido!” e publicou imagens da escada de um avião do qual ele teria desembarcado.
Na sexta-feira, mais de 20.000 policiais foram mobilizados no centro de Nova Délhi. Também houve corte de acesso à internet e fechamento de várias estações de metrô. Poucos manifestantes conseguiram chegar ao ponto previsto para o ato.
A manifestação pedia a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral. O Partido do Congresso e o movimento das “baratas” contestam há várias semanas uma revisão que eliminou 130 milhões de inscritos das listas eleitorais.
Disputa pelas listas
Iniciada no ano passado, a revisão tem como objetivo retirar registros duplicados, de pessoas mortas e de fraudadores. Os críticos afirmam que o processo exclui minorias, principalmente muçulmanos, e populações vulneráveis, favorecendo o Bharatiya Janata Party (BJP), partido do primeiro-ministro Narendra Modi.
A Comissão Eleitoral negou irregularidades. Em comunicado, o CJP acusou o governo de proteger Gyanesh Kumar, presidente da Comissão Eleitoral, e de agir contra os cidadãos. O partido chamou Kumar de “amigo traidor” e Modi de ditador.









