O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), afirmou nesta sexta-feira (9) que a transição de governo já começou, mas adiou a divulgação dos nomes do futuro secretariado. A nova estrutura administrativa será definida de forma gradual, com a meta de chegar a janeiro com as principais mudanças planejadas.
Moro disse que conversou com o governador Ratinho Junior (PSD), que ofereceu apoio ao processo, e com Alexandre Curi (Rep), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). As tratativas envolvem informações sobre as contas do Estado, programas em andamento e possíveis alterações no orçamento de 2027.
Menos secretarias e equipe técnica
O governador eleito confirmou a intenção de reduzir o número de secretarias, mas ainda não informou quantas pastas podem ser extintas ou incorporadas. A proposta, segundo ele, busca diminuir a burocracia, melhorar a eficiência e reduzir despesas.
Moro afirmou que pretende escolher nomes técnicos e que já avalia algumas possibilidades, sem antecipar indicações. A reorganização também será preparada durante a transição, com levantamento da estrutura administrativa e dos programas em execução.
Ele declarou ainda que manterá uma relação institucional com os atuais governantes e parlamentares. “Não vamos fazer um governo de vingança”, disse.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Apesar da transição estadual, Moro afirmou que sua prioridade política neste momento é a eleição presidencial. Ele participou, em Brasília, de um ato de apoio a Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência.
O governador eleito disse que trabalhará para ampliar a votação de Flávio no Paraná. Também afirmou que o resultado do primeiro turno indicou uma demanda por mudanças e citou insatisfação com a economia, o endividamento das famílias e a segurança pública.
Assembleia e impostos
A coligação de Moro elegeu 20 deputados estaduais. O governador eleito disse ter recebido contatos de parlamentares de diferentes partidos e afirmou que pretende ampliar o diálogo para formar uma base de apoio na Assembleia Legislativa.
Entre as propostas, citou liberdade econômica, um Estado menor e uma futura redução da carga tributária, condicionada ao equilíbrio das contas públicas.
Na área econômica, Moro afirmou que quer discutir com o setor produtivo formas de aumentar a competitividade do Paraná. Ele disse que a alíquota geral do ICMS está em 19,5% e defendeu uma redução gradual dos impostos, desde que as contas públicas estejam equilibradas.
O governador eleito também mencionou reclamações sobre a substituição tributária e afirmou que o mecanismo precisa ser analisado porque pode elevar preços e antecipar pagamentos de empresas. Ele disse que manterá diálogo com o G7 e outras organizações empresariais.
Copel e segurança
Moro apontou a qualidade dos serviços de energia elétrica como prioridade e afirmou que cobrará providências da Copel diante das reclamações sobre quedas de energia. A proposta é exigir um plano de investimentos e buscar alternativas para melhorar o atendimento.
Ele também prometeu retomar políticas de prevenção e combate à corrupção, criar um Código de Ética da Alta Administração e garantir autonomia aos órgãos de fiscalização. A segurança pública foi mantida entre as prioridades do futuro governo.








