A Polícia Federal recebeu uma notícia-crime nesta sexta-feira (9/10) para apurar informações relacionadas à publicação que atribuiu a Daniel Vorcaro declarações sobre um suposto repasse para um filme de Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido foi encaminhado à área técnica da instituição, responsável pelas providências de polícia judiciária.
A PF afirmou que não existe depoimento do banqueiro com o conteúdo divulgado. Também negou ter recebido anexos, documentos ou informações que sustentassem os relatos. “Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria”, informou o órgão.
A defesa de Vorcaro havia apresentado uma proposta de delação premiada, mas a Polícia Federal declarou que o pedido não atendia aos requisitos legais.
O que foi atribuído ao banqueiro
A publicação relacionou o ex-dono do Banco Master a um repasse de R$ 30 milhões para um documentário sobre Lula e para o Instituto Lula. O suposto pagamento teria ocorrido durante negociações para ampliar o acesso do banco a recursos de fundos de pensão públicos.
Também foram citados áudios atribuídos a Vorcaro, nos quais os pagamentos estariam ligados a tratativas com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. A publicação afirmou ainda que Vaccari teria pedido uma comissão de 10% sobre recursos captados pelo Master junto a fundos de previdência ligados à Caixa, ao Banco do Brasil, à Petrobras e aos Correios.
Manifestação da campanha
A campanha de Lula negou as acusações e disse que elas não apresentavam provas. Em nota, afirmou que o suposto depoimento “não existe, não há registro dele na Polícia Federal”. O comunicado também declarou que a divulgação ocorreu a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais e classificou as acusações como “gravíssimas”.








