Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), disputa uma das vagas do estado no Senado Federal nas eleições de 2026. Filiado ao Republicanos desde o início deste ano, ele concorre pelo número 100, na coligação que apoia Sandro Alex (PSD) ao governo do Paraná.
Nascido em Curitiba, Curi tem 47 anos e está no sexto mandato consecutivo como deputado estadual. Ele chegou à Assembleia Legislativa dois anos depois de ser eleito vereador de Curitiba, em 2000, aos 20 anos. Na época, foi o vereador mais jovem entre as capitais brasileiras.
Trajetória na política paranaense
Alexandre Maranhão Khury, conhecido como Alexandre Curi, é neto de Aníbal Khury, que foi deputado estadual por vários mandatos e presidiu a Assembleia Legislativa. Desde os 16 anos, Curi acompanhava o avô em atividades políticas no estado.
Em 2022, recebeu 237 mil votos para deputado estadual, a maior votação da história para o cargo no Paraná. Os votos foram registrados em 376 dos 399 municípios do estado. Antes de assumir a presidência da Alep, em fevereiro de 2025, Curi ocupou o cargo de primeiro-secretário. Durante sua gestão administrativa, a Assembleia devolveu mais de R$ 800 milhões aos cofres estaduais.
O municipalismo é a principal marca de sua atuação. Curi afirma destinar emendas e articular obras para cidades menores e com menor IDH. Ele apresentou mais de mil proposições, das quais 256 foram transformadas em lei. Entre as bandeiras levadas à campanha estão o programa Asfalto Novo e a ampliação de creches.
Casado com Paula Mussi, Curi tem três filhos: Lucas, Isabela e Júlia. Formado em Gestão Pública, passou por PMDB, PSB, PSD e Republicanos.
Na campanha ao Senado, promete defender mais recursos para o Paraná, fortalecer o SUS e as Santas Casas, investir em educação básica e ensino técnico e ampliar a participação do estado nas decisões federais. Também apoia o fim da escala 6×1, desde que exista compensação tributária para micro e pequenos empresários.
Curi chegou à disputa pelo Senado depois de quase desistir de concorrer ao governo estadual para preservar a unidade do grupo de Ratinho Junior. A estratégia apresentada mantém os municípios e o interior como base política.








