Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (10) que não se sente abalado pelas pesquisas de intenção de voto que mostram a aproximação do senador Flávio Bolsonaro. Em alguns levantamentos, o parlamentar aparece numericamente à frente do presidente nas simulações de segundo turno.
Em entrevista ao SBT News, Lula disse que os números servem para orientar os próximos passos, mas não devem comandar sua campanha. “Pesquisa não me abala não, é um reflexo para a gente saber o que fazer dali para frente”, afirmou.
Disputa no segundo turno
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (10) apontou Flávio Bolsonaro com 46,4% das intenções de voto, contra 46,2% de Lula. Brancos, nulos e indecisos somaram 7,4%.
No levantamento anterior, Lula tinha 47,1%, enquanto Flávio registrava 42,6%. A parcela de brancos, nulos e indecisos era de 10,3%.
Educação como prioridade
Lula afirmou que, em um eventual quarto mandato, pretende colocar a educação no centro do governo. Ele citou a construção de universidades e institutos federais e a ampliação do acesso de pessoas pobres ao ensino superior durante gestões do PT, incluindo as suas e as de Dilma Rousseff.
O presidente também disse que quer cumprir o plano nacional aprovado pelo Congresso Nacional e ampliar as escolas de tempo integral, inclusive no ensino médio. Segundo Lula, a medida teria como objetivos melhorar a educação e dar mais tranquilidade a pais e mães.
Segurança pública
Lula declarou que a Proposta de Emenda à Constituição da segurança pública deve ser votada pelo Congresso após a eleição. Ele afirmou que pretende transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima.
Também defendeu mais investimentos na Polícia Federal, na inteligência e na Polícia Rodoviária Federal. Lula disse ainda que quer criar uma guarda nacional e combater o crime organizado, que, segundo ele, comanda o crime de 138 cadeias.








