O governo de Donald Trump destinou cerca de US$ 1 milhão, equivalente a R$ 5,3 milhões, para um projeto de organizações da sociedade civil que contestam a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa apoia grupos contrários ao que classificam como abuso do poder judicial e censura por parte da Corte.
Chamado de Combating Weaponized Litigation and Censorship in Brazil — Combate à Litigância Instrumentalizada e à Censura no Brasil —, o projeto faz parte do Fundo de Direitos Humanos e Democracia, programa sob responsabilidade do Departamento de Estado.
O valor total destinado ao projeto é de US$ 176,9 milhões, distribuídos em mais de 40 concessões. O programa tem como objetivo apoiar causas conservadoras pelo mundo.
A verba foi liberada em meio à proximidade das eleições brasileiras, marcadas para domingo (4), e às cobranças para que o governo Trump reconheça o resultado das urnas, independentemente de quem for eleito.
Carta a Marco Rubio
Na segunda-feira (28), os senadores democratas Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio. Eles pediram um compromisso público dos Estados Unidos com o reconhecimento do resultado das eleições brasileiras.
Os parlamentares também questionaram como o Departamento de Estado pretende atuar na proteção do processo eleitoral e quais medidas de cooperação estão sendo adotadas com países da região para acompanhar as eleições e os processos judiciais.
Na carta, os senadores disseram estar preocupados com ações recentes do governo Trump que, na avaliação deles, podem representar interferência nos assuntos internos do Brasil e afetar a estabilidade política e institucional do país.
Entre os episódios mencionados está a nomeação de Darren Beattie como assessor sênior do Departamento de Estado para assuntos relacionados ao Brasil. Os democratas questionaram a escolha por causa das posições públicas de Beattie sobre o governo brasileiro e as instituições do país.
O governo Trump também sancionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, no ano passado. A medida ocorreu após pressão de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e levou à perda do visto do ministro.








