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Senadores e deputados dos EUA cobram Trump sobre eleição brasileira
Foto: Divulgação/Casa Branca/Agência Brasil
Política

Senadores e deputados dos EUA cobram Trump sobre eleição brasileira

Carta enviada a Marco Rubio pede compromisso público dos Estados Unidos com o processo eleitoral e o resultado das urnas no Brasil.

O senador independente Bernie Sanders e 30 deputados democratas dos Estados Unidos pediram explicações ao governo Donald Trump sobre ações que, na avaliação deles, podem representar interferência na eleição presidencial brasileira de outubro.

A carta foi iniciativa das deputadas Delia Ramirez, Pramila Jayapal e Chuy Garcia. O documento foi enviado ao secretário de Estado, Marco Rubio, e afirma que a administração Trump estaria pressionando autoridades brasileiras e tentando influenciar o ambiente político antes da votação.

Os parlamentares pedem que o governo americano se comprometa a respeitar o processo eleitoral brasileiro e a reconhecer o resultado certificado pelas urnas, independentemente do candidato escolhido. Eles também deram ao Departamento de Estado prazo até 30 de setembro para responder a sete perguntas.

Entre os episódios citados estão sanções contra autoridades brasileiras, medidas comerciais dos Estados Unidos e a relação de Trump com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A carta menciona ainda o encontro entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, na Casa Branca.

Segundo o documento, Flávio pediu que os Estados Unidos incluíssem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) na lista de organizações terroristas estrangeiras. Dois dias depois, o Departamento de Estado anunciou a designação das duas facções.

Os congressistas afirmam que a decisão gerou preocupações sobre possíveis sanções ou punições financeiras fora dos Estados Unidos e sobre o uso da força americana na região. Eles também questionam uma tentativa de visita ao Brasil de integrantes do Departamento de Estado que planejavam levantar dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral. A delegação foi impedida de entrar no país.

O grupo pediu explicações sobre as bases para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, sob a Lei Global Magnitsky; sobre a designação do PCC e do CV; e sobre a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.

Sanders visitou Lula nesta semana às margens da Assembleia Geral da ONU e perguntou sobre a possibilidade de interferência. Segundo auxiliares, Lula disse que o governo está vigilante, mas não acredita que isso ocorrerá.

Em nota, o Departamento de Estado afirmou que respeitaria a escolha feita pelo povo brasileiro por meio de eleições livres e justas. A pasta também declarou que o próximo presidente será escolhido pelos brasileiros.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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