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Governo deve enviar regras do Imposto Seletivo após eleições
Política

Governo deve enviar regras do Imposto Seletivo após eleições

Dario Durigan afirma que acordo com setores foi concluído e que cobrança pode começar no fim de janeiro ou início de fevereiro de 2027.

O governo federal pretende enviar ao Congresso Nacional, depois do segundo turno das eleições, a medida provisória que definirá as alíquotas do Imposto Seletivo. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou ter concluído nesta semana um acordo com os setores atingidos.

Uma nova reunião sobre o tema está prevista para a próxima semana. O compromisso, segundo Durigan, é encaminhar ao Congresso o acordo firmado pelo governo do presidente Lula com os segmentos afetados após as eleições.

A proposta prevê manter a carga tributária cobrada atualmente pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos setores que passarão a pagar o Imposto Seletivo a partir de 2027. A cobrança pode começar apenas no fim de janeiro ou no início de fevereiro de 2027. Para entrar em vigor em 1º de janeiro, a medida precisaria ter sido enviada até 2 de outubro de 2026.

Serão alcançados veículos, embarcações e aeronaves; cigarros e outros derivados do tabaco; bebidas alcoólicas e açucaradas; bens minerais; além de concursos de prognósticos e modalidades de apostas esportivas.

Reforma tributária

Durigan também defendeu o avanço, em 2027, da reforma tributária sobre o consumo. Ele afirmou que o split payment, sistema que recolhe o tributo no momento da transação financeira, será implantado aos poucos.

A aplicação inicial será opcional nas operações entre empresas. Pequenos negócios que vendem diretamente ao consumidor final não estarão entre os atingidos nessa primeira etapa. O governo também pretende oferecer linhas de crédito e fazer ajustes normativos para ajudar empresas que enfrentarem dificuldades na transição.

O ministro disse ainda que o fim da substituição tributária pode melhorar o fluxo de caixa. No modelo atual, em algumas operações, uma empresa antecipa tributos relativos a etapas posteriores da cadeia produtiva. Com a reforma, cada elo deverá recolher o imposto correspondente à própria obrigação tributária.

Durigan criticou informações sobre o split payment que, na avaliação dele, aumentam a desinformação e a insegurança entre empresários. “O split payment começa a valer de maneira opcional e gradual na relação entre empresa e empresa”, afirmou.

Ele também rejeitou a possibilidade de prorrogar a reforma. Para o ministro, isso adiaria decisões já aprovadas pelo Congresso, como a desoneração de tributos sobre produtos da cesta básica nacional e o cashback, mecanismo de devolução de impostos a determinados consumidores.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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