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Gilmar pede acesso de ministros a dados do celular de Vorcaro
Foto: Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Moura/SCO/STF
Política

Gilmar pede acesso de ministros a dados do celular de Vorcaro

Ministro quer que STF tenha acesso ao conteúdo bruto antes do julgamento sobre a investigação de Alexandre de Moraes.

O ministro Gilmar Mendes pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que todos os ministros da Corte tenham acesso aos dados brutos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento que vai definir se Alexandre de Moraes deve ser investigado por suposto envolvimento com o caso Master.

O julgamento está marcado para a próxima terça-feira (15). O pedido foi feito neste sábado (12), depois de Cristiano Zanin solicitar as informações duas vezes na sexta-feira (11).

Gilmar afirmou que o acesso é necessário para que os ministros conheçam todas as informações relevantes antes da análise do caso. Ele também pediu que, se André Mendonça não fornecer o material, a Polícia Federal seja acionada com urgência para entregar as cópias.

Divergência sobre o material

Mendonça é o relator do caso e recebeu uma cópia da mídia extraída do celular de Vorcaro. Segundo ele, o material está lacrado, nunca foi manuseado e deve funcionar como contraprova caso os arquivos originais sejam perdidos.

O ministro também disse que liberar a íntegra dos dados poderia prejudicar investigações em andamento, ao comprometer o sigilo e a eficiência da apuração penal. Para Mendonça, não há desigualdade entre os julgadores porque ele também não acessa informações que não estejam formalizadas.

Mendonça afirmou ainda que a defesa de Vorcaro tem acesso à cópia completa do celular, devolvida aos advogados depois da extração dos dados. Ele disse que os demais ministros têm acesso integral a todo o material usado no julgamento de terça-feira.

Em manifestação separada, Alexandre de Moraes acusou Mendonça de proteger “determinado grupo político” ao liberar apenas parte dos processos. Moraes classificou o levantamento do sigilo como seletivo e direcionado e afirmou que a medida repetiria condutas ilegais relacionadas a acordos de colaboração premiada e diligências de investigação.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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