A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou a Justiça Eleitoral contra publicações de Erika Hilton (PSOL-SP) sobre uma acusação de estupro de vulnerável envolvendo Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa do senador. O caso está sob análise de André Mendonça, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Erika afirmou nas redes sociais que o pedido tenta impedir a associação de Gaspar à acusação e classificou a iniciativa como uma tentativa de censura. A deputada voltou a tratar do assunto neste sábado, disse ter sido informada sobre o recurso apresentado por Flávio e declarou que a acusação é uma informação pública. Na mesma publicação, mencionou novamente o caso e pediu votos para sua reeleição e para Lula (PT).
A discussão começou depois de Flávio defender a castração química para condenados por crimes sexuais. Em uma publicação, Erika questionou o candidato sobre Alfredo Gaspar e afirmou que o vice era acusado de estupro de vulnerável.
Origem da acusação
A acusação foi apresentada à Polícia Federal em uma notícia-crime protocolada em março pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). O documento apontou Gaspar como responsável pelo crime. Ele nega a acusação e diz que o caso tem motivação política ligada à sua atuação na CPMI do INSS.
A Polícia Federal pediu providências para que o caso fosse investigado no Supremo Tribunal Federal.
A nova disputa ocorre poucos dias depois de outro processo envolvendo os dois políticos. Erika teve uma publicação incluída inicialmente entre os conteúdos que deveriam ser retirados das redes sociais em uma ação sobre uma suposta intenção de Flávio de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Depois, André Mendonça reconsiderou o caso e manteve a publicação. Para o ministro, o texto não apresentava como fato a alegação sobre a retirada do título, mas fazia referência condicional a uma possível retomada da discussão.
Erika Hilton não respondeu ao contato feito até o fim da publicação.








