Guarulhos, Domingo, 11 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% Guarulhos 19°C 18° / 28°
Partido populista avança antes de votação parlamentar na Letônia
Brasil

Partido populista avança antes de votação parlamentar na Letônia

Disputa é liderada pela coalizão do primeiro-ministro Andris Kulbergs, mas pesquisas apontam perda de força do governo.

A ascensão de partidos populistas pode mudar a composição do Parlamento da Letônia após a votação deste sábado (3). A Lista Unida, de centro-direita, aparece na liderança, com mais de 14% das intenções de voto, segundo pesquisa do instituto SKDS.

A legenda é do atual primeiro-ministro, Andris Kulbergs, cuja coalizão também reúne Nova Unidade, Aliança Nacional e União de Verdes e Agricultores. As pesquisas indicam que o grupo dificilmente continuará no mesmo formato depois da eleição.

Populistas ganham espaço

O partido Poder Soberano é a principal novidade da campanha. Liderado por Julija Stepaņenko, aparece com 9% das intenções de voto e pode formar a segunda maior bancada do Parlamento unicameral, que tem 100 assentos.

A sigla é vista por críticos como pró-Rússia. O partido se posiciona contra a ajuda à Ucrânia e o aumento dos gastos militares, enquanto concentra o discurso nas dificuldades econômicas da Letônia, país de 1,8 milhão de habitantes e o mais modesto das três repúblicas bálticas. As demais legendas descartam participar de um governo com o Poder Soberano.

Já o partido Letônia Primeiro pode ter papel relevante na formação da próxima administração. A legenda é liderada pelo empresário Ainars Slesers, frequentemente comparado ao presidente americano, Donald Trump.

Segurança e economia

A eleição ocorre quatro anos e meio após o início da invasão russa da Ucrânia. A segurança domina os debates, e a maioria dos partidos com chances de chegar ao Parlamento defende o reforço dos meios militares e a continuidade da ajuda a Kiev.

Membro da Otan e da UE desde 2004, a Letônia considera a Rússia sua principal ameaça à existência. O país elevou os gastos militares para cerca de 5% do PIB.

A campanha também foi marcada pelo aumento do custo de vida, pelos baixos salários e pelo declínio demográfico. A mudança no voto da população russófona ampliou esse foco econômico e social. O eleitorado, antes concentrado no partido Harmonia, que deixou o Parlamento em 2022, passou a apoiar também legendas populistas.

Os primeiros resultados são esperados para a noite deste sábado.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5