A Rússia registrou uma ofensiva ucraniana com mais de mil drones neste domingo (20), no último dia das eleições parlamentares. Segundo as autoridades russas, pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas. Uma refinaria e áreas residenciais foram atingidas e houve incêndios.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que uma refinaria foi danificada e classificou o ataque como “sem precedentes”. Ele disse que a ação tinha o objetivo de perturbar as eleições. Segundo Sobyanin, a defesa antiaérea russa derrubou mais de 1.600 drones, dos quais “450 se dirigiam para Moscou”.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou que os ataques tiveram impacto importante na região de Moscou. O governo russo afirmou que a ofensiva não conseguiu interromper a votação.
Ataques também atingem a Ucrânia
Na região de Kherson, no sul da Ucrânia controlado pela Rússia, um drone atingiu um ônibus. O ataque matou duas pessoas, entre elas uma funcionária da Comissão Eleitoral, informou o organismo.
Na região de Kiev, um ataque russo matou quatro pessoas, incluindo três crianças, de acordo com as autoridades locais. A ofensiva ocorreu na noite de sábado e atingiu 31 imóveis, entre edifícios residenciais, instalações industriais e agrícolas e um armazém. Neste domingo, ataques russos também atingiram infraestruturas ferroviárias no centro da Ucrânia.
Eleição para a Duma
A votação vai renovar as 450 cadeiras da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento. O encerramento está previsto para este domingo, às 21h00 locais (15h00 de Brasília), com os primeiros resultados esperados pouco depois.
O partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, é apontado como favorito. A legenda venceu todas as eleições legislativas no país desde 2003. Também disputam o Partido Comunista, o nacionalista LDPR, o conservador Rússia Justa e o liberal Gente Nova.
As eleições são as primeiras legislativas desde o início da campanha militar na Ucrânia, em 2022. Putin pediu a participação dos eleitores e apresentou o voto como uma demonstração de apoio às tropas russas e uma “resposta conjunta àqueles que querem enfraquecer a Rússia”.
O partido contrário à guerra, Yabloko, foi excluído da votação pelo Supremo Tribunal. A polícia prendeu no sábado um observador da legenda, que também informou que um de seus principais dirigentes foi condenado no mês passado a 11 anos de prisão.
A oposição russa no exílio pediu que os eleitores contrários ao Kremlin votassem contra o partido de Putin. Yulia Navalnaya, viúva de Alexei Navalny, morto em uma prisão no Ártico em 2024, defendeu uma votação sincronizada ao meio-dia de domingo. O Yabloko discordou e apoiou a abstenção.
A votação também ocorre de forma eletrônica em quase 30 regiões. No sábado, a Comissão Eleitoral informou ter sofrido um “ataque cibernético muito potente” e disse que sabotadores cortaram linhas de comunicação no extremo leste da Rússia.








