O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (8) que um grupo ligado a Luiz Inácio Lula da Silva dentro da Polícia Federal foi desmascarado. A declaração ocorreu depois que o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, foi afastado do cargo por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques concordaram com o afastamento. Flávio também defendeu que a Polícia Federal volte a atuar contra criminosos, e não contra adversários políticos de Lula.
Crise entre STF e Polícia Federal
A decisão de Mendonça atingiu também o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. O ministro determinou ainda que a PF investigue os fatos e interrompa a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência voltados à análise de atos praticados no exercício de determinadas funções constitucionais.
A medida foi tomada após pedidos do partido Novo para afastar e prender Andrei. Mendonça classificou como de “superlativa gravidade e ilicitude” a produção dos relatórios divulgados por Alexandre de Moraes. O ministro afirmou que ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos da Inteligência da PF.
A crise entre integrantes do STF e a Polícia Federal aumentou depois que Mendonça retirou, em 1º de setembro, o sigilo de documentos de uma investigação sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os arquivos foram produzidos pela PF a partir de dados extraídos do celular do banqueiro e mencionam mensagens, encontros e negociações envolvendo Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes.
O material foi enviado a Mendonça em 27 de agosto. Conforme a PF, o celular de Vorcaro tinha quatro registros associados ao mesmo número de telefone, incluindo referências a Alexandre de Moraes, ao STF e ao TSE. O número teria sido compartilhado com o banqueiro pelo ex-ministro das Comunicações Fábio Faria em dezembro de 2023.
Na última quinta-feira (3), Moraes enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatórios que indicariam possíveis irregularidades na atuação de Mendonça nas operações Sem Desconto e Compliance Zero. A análise do afastamento de Andrei e Almada pelo STF foi suspensa após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.








