O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou neste sábado (12) o pedido de Alexandre de Moraes para que as investigações envolvendo os dois ministros fossem analisadas juntas na sessão da próxima terça-feira (15).
Fachin afirmou que a investigação sobre a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro tem objeto definido e pode ser analisada separadamente. A decisão também considera que o tema já havia sido incluído na pauta no último dia 6.
Apesar da negativa, o presidente do STF marcou uma nova sessão para o próximo dia 23. O encontro vai tratar das suspeitas relacionadas a André Mendonça e de uma petição sobre suposta improbidade administrativa atribuída ao ministro.
Moraes também havia solicitado a retirada de todos os sigilos ligados ao Caso Master. Fachin informou que Cristiano Zanin já tinha feito pedido semelhante e que a solicitação havia sido atendida. Ainda será analisado o pedido para que magistrados relacionados ao caso sejam citados e apresentem explicações.
Disputa sobre sigilos
Entre quinta-feira (10) e sexta-feira (11), os ministros do STF emitiram onze despachos sobre o sigilo de investigações ligadas ao Banco Master.
Na quinta-feira (10), Fachin determinou que Mendonça, relator dos processos do Banco Master, retirasse o sigilo do inquérito principal e enviasse os documentos aos integrantes da Corte antes do julgamento de terça-feira (15). Pouco depois, Mendonça tornou públicos o processo principal e mais 14 inquéritos.
Na manhã de sexta-feira (11), Moraes pediu a retirada total do sigilo. Segundo o ministro, os integrantes da Corte, com exceção de Mendonça, não tinham acesso a 18 procedimentos inteiros e 180 documentos.
Depois, Mendonça acolheu pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de Fachin e determinou a abertura dos 18 procedimentos e dos 180 documentos. Entre os materiais estão casos relacionados ao filme “Dark Horse”, aos senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner e ao ex-governador Cláudio Castro.







