FLORIANÓPOLIS — O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu uma investigação ampla sobre as denúncias envolvendo autoridades e lideranças políticas durante evento com Lula neste sábado (19). Para ele, o Judiciário precisa sair fortalecido do processo, com a apuração de eventuais responsabilidades e punição de quem cometer ilícitos.
Edinho também disse que o pedido de vista do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento sobre o ministro Alexandre de Moraes, não deve atingir eleitoralmente o presidente. A medida pode fazer com que o processo seja devolvido apenas em 13 de dezembro, depois das eleições gerais.
“É um fato isolado, não respinga na campanha do presidente Lula”, afirmou o dirigente petista. Ele acrescentou que ninguém está acima da lei e que as apurações devem alcançar autoridades do Ministério Público, do Judiciário e lideranças políticas envolvidas.
Reformas e governo
Na entrevista, Edinho defendeu uma reforma urgente do Judiciário e do sistema político. Segundo ele, é preciso acabar com privilégios e com a ideia de que um cargo público serve para enriquecer.
O presidente do PT afirmou ainda que Lula continuará governando em ano eleitoral. Como exemplo, citou a reposição da inflação no Bolsa Família e disse que a legislação permite a permanência no cargo de um candidato à reeleição.
Edinho também mencionou o enfrentamento às apostas online, conhecidas como bets, por causa do endividamento da população. Sem citar nomes, declarou que o Brasil não quer ser comandado por milicianos e criticou a transferência para o país de problemas vividos no Rio de Janeiro.
Na sexta-feira (18), Lula participou de uma cerimônia sobre as Ações Integradas para o Enfrentamento ao Crime Organizado no Rio de Janeiro. O plano reúne governo federal, governo estadual e prefeitura em ações de segurança pública. Lula defendeu a união e a integração entre as administrações para enfrentar o crime organizado.








