O presidente do PT, Edinho Silva, defendeu a apuração de todas as denúncias relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (8), ele pediu rapidez e lisura nas investigações e afirmou que a população quer saber a verdade.
Edinho também reconheceu a existência de uma crise institucional no STF. Embora não tenha citado Alexandre de Moraes nominalmente, a declaração inclui o pedido de investigação sobre o ministro. André Mendonça solicitou que Moraes seja investigado por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes, por sua vez, pediu a apuração de um suposto abuso de autoridade atribuído a Mendonça.
“Queremos as apurações de todas as denúncias. Queremos que essas apurações sejam aceleradas e conduzidas com muita lisura”, declarou Edinho. Ele disse ainda confiar no funcionamento do Supremo e na autoridade do presidente da Corte, Edson Fachin.
O presidente do PT afirmou que a crise não deve ser usada por forças antidemocráticas para impulsionar candidaturas. Segundo ele, o sentimento de mudança da população não pode ser explorado com mentiras.
Críticas a Bolsonaro e Flávio
Na mesma manifestação, Edinho mencionou Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Ele citou a compra de imóveis com dinheiro em espécie, repasses do Banco Master apresentados como possível patrocínio ao filme “Dark Horse” e o envio de recursos para fora do Brasil.
O dirigente também acusou o grupo de tentar um golpe contra a democracia em 8 de janeiro e de planejar o assassinato de autoridades. Além disso, criticou a atuação do ex-presidente durante a pandemia e mencionou a morte de centenas de milhares de brasileiros.
Edinho não citou André Mendonça ao comentar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O caso também não foi mencionado no vídeo.
A declaração foi divulgada enquanto Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta pressão política. Pesquisas recentes apontaram aproximação de Flávio Bolsonaro em relação a Lula. Em uma simulação de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus, o senador apareceu numericamente à frente do petista.









