A defesa de Henrique Moura Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a troca da prisão preventiva por domiciliar. Os advogados afirmam que o empresário está preso há mais de 90 dias sem uma nova avaliação do caso.
No pedido, a defesa também cita uma doença com grande capacidade de risco à vida. Os advogados dizem ainda que não foi possível definir qual órgão será responsável pela análise do processo nem quem será o relator.
A solicitação menciona a sessão do plenário realizada na quinta-feira (15), que discutiu se os julgamentos dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes sobre o caso Master deveriam ser reunidos. A análise terminou após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Para a defesa, a suspensão do processo na PET 15.978 continua sem solução após a sessão de 15 de setembro. O ponto em aberto, segundo os advogados, é a definição do órgão competente e do relator para tratar das investigações do caso Master.
Prisão na Operação Compliance Zero
Henrique Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na manhã de 14 de maio, durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero. A corporação informou que a operação investigava uma organização criminosa suspeita de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Na época, os advogados de Vorcaro disseram que a prisão se baseava em fatos cuja licitude e racionalidade econômica ainda não estavam comprovadas no processo. A defesa afirmou que pretendia apresentar as explicações sobre o caso.






