Guarulhos, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% Guarulhos 17°C 17° / 26°
Política

Comentaristas questionam suspensão do canal “Exército do Lula”

Nelson Kobayashi e Lucas Mehero defenderam a análise individual de mensagens, em vez do bloqueio integral do canal de WhatsApp.

A suspensão integral do canal de WhatsApp “Exército do Lula” pode configurar censura prévia, na avaliação do comentarista Nelson Kobayashi. Ele defendeu o restabelecimento da estrutura e afirmou que mensagens falsas ou ilícitas devem ser analisadas e retiradas individualmente.

A declaração foi feita durante o Jornal da Manhã, nesta segunda-feira (12). Para Kobayashi, bloquear todo o canal também impediria a circulação de mensagens de campanha que não apresentassem irregularidades.

“Quando há alguma mensagem ilícita, alguma mensagem de desinformação, a mensagem deve ser retirada”, disse o comentarista. Ele avaliou ainda que a decisão de restabelecer o canal foi correta no mérito e na condução do processo.

Debate sobre mensagens falsas

Lucas Mehero também diferenciou o compartilhamento isolado de uma informação falsa de uma possível ação organizada para disseminar desinformação. Na avaliação dele, o bloqueio completo só poderia ser discutido caso fosse comprovado que o canal funcionava de forma deliberada para divulgar notícias falsas.

Sem essa demonstração, Mehero defendeu a análise das publicações questionadas, sem impedir a comunicação política com os seguidores. Ele também criticou decisões que, segundo sua avaliação, reduziram o alcance de perfis de candidatos durante o período eleitoral.

Disputa judicial

O canal é administrado pelo deputado federal André Janones e acompanhado por mais de 3 milhões de pessoas. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) questionou a estrutura por supostos disparos em massa e divulgação de conteúdos falsos.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, havia determinado a suspensão. Depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, decidiu pelo restabelecimento e defendeu que o caso seja analisado pelo plenário da Corte.

A campanha de Flávio Bolsonaro criticou a decisão e afirmou que publicações irregulares já tinham sido retiradas por determinações eleitorais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também questionou decisões da Justiça Eleitoral durante uma agenda no domingo (11).

As acusações apresentadas pelas campanhas fazem parte da disputa e não foram tratadas pelos comentaristas como conclusões judiciais definitivas sobre o conteúdo do canal.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5