A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva ampliou a mobilização nas ruas no segundo turno e passou a destacar diferenças entre as propostas do presidente e as de Flávio Bolsonaro. Entre os temas usados na busca por votos estão o fim da escala 6×1, o combate às apostas online e a continuidade de programas sociais.
Camilo Santana, senador e integrante da coordenação da campanha, afirmou que mais de mil atos foram realizados pelo país na semana anterior. A equipe de Lula informou ainda que mais de 300 mobilizações estavam previstas para o domingo (11).
Segundo Camilo, estudantes e movimentos sociais participaram dos encontros, que defenderam a candidatura do presidente, a redução da jornada de trabalho e a preservação de políticas públicas.
Programas sociais e custo de vida
A campanha tenta associar a reeleição de Lula à manutenção de benefícios sociais e serviços públicos. Camilo criticou uma proposta de redução de despesas atribuída a Flávio Bolsonaro e afirmou que um corte desse tamanho poderia afetar a população de menor renda.
A equipe também pretende explorar temas ligados ao custo de vida e ao endividamento das famílias. Entre as medidas citadas estão ações relacionadas aos combustíveis, à renegociação de dívidas e a posição contrária às apostas online.
A escala 6×1 é apresentada como outro ponto de contraste entre os dois candidatos. A campanha de Lula também usa no discurso eleitoral possíveis impactos de cortes em áreas como saúde e educação.
Apoios e relação com o Congresso
Camilo disse que a campanha recebe apoio de parlamentares filiados a partidos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro. Na avaliação do senador, essas adesões mostram que o posicionamento das legendas não impede iniciativas individuais na disputa.
Ele também defendeu a capacidade de negociação do governo com o Congresso eleito e citou a aprovação da reforma tributária e projetos de educação, como escola em tempo integral, Pé-de-Meia e ações de alfabetização.
“A capacidade que o governo do presidente Lula tem de diálogo é muito grande”, declarou Camilo. A estratégia prevê manter atos presenciais, manifestações de apoiadores e divulgação de propostas nas redes sociais até a votação de 25 de outubro.








