Ricardo Salles (Novo) e André do Prado (PL) trocaram acusações durante o debate entre candidatos ao Senado por São Paulo, realizado na noite desta quarta-feira (9). O confronto envolveu as trajetórias políticas dos dois e antigas alianças partidárias.
Salles questionou a atuação política de André do Prado e citou supostas ligações com governos e figuras ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT). Também mencionou um projeto sobre a retirada de simulacros de armas de fogo de circulação.
“Qual credencial de direita você tem?”, perguntou Salles durante o embate.
André do Prado negou as acusações e afirmou ter 32 anos de vida pública. Ele disse que sempre atuou na oposição aos governos citados e relembrou sua passagem como vereador e prefeito de Guararema.
O candidato também explicou que o projeto sobre réplicas de armas tinha como objetivo tratar de segurança pública. Ao responder, mencionou o início da própria atuação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, quando integrou a base de apoio governamental, e fez questionamentos sobre antigos vínculos administrativos de Salles.
Formato do debate
O encontro foi dividido em três blocos temáticos, com mediação do jornalista Marco Antonio Sabino. Os candidatos tiveram momentos de fala de três minutos e comentários de dois minutos, em uma dinâmica de tempo autogerenciado no púlpito.
No encerramento, cada participante teve 1 minuto e 30 segundos para fazer uma fala final, apresentar mensagens ao eleitor e reforçar compromissos e prioridades.
Sete candidatos foram convidados: André do Prado, Geraldo Rufino (Podemos), Guilherme Derrite (PP), Marina Silva (Rede), Ricardo Salles, Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania). A seleção seguiu critérios de representação política e acordos para a cobertura das Eleições 2026.
Antes do debate, os candidatos chegaram à sede da organização responsável pelo evento, na Zona Sul da capital, pouco antes das 21h30. Guilherme Derrite foi o primeiro. Também chegaram Simone Tebet, Marina Silva e Ricardo Salles.








