Randolfe Rodrigues (PT) tenta conquistar o terceiro mandato consecutivo no Senado nas eleições de 2026. Duas cadeiras do Amapá estão em disputa, e o parlamentar busca permanecer por mais oito anos na Casa.
Trajetória política
Nascido em Garanhuns, Pernambuco, em 6 de novembro de 1972, Randolfe Frederich Rodrigues Alves se mudou com a família para o Amapá aos 8 anos. Ele é formado em História e Direito, tem mestrado em Políticas Públicas e também foi professor.
A carreira política começou no movimento estudantil. Filiado ao PT, foi eleito deputado estadual no Amapá em 1998 e reeleito em 2002. Em 2005, deixou o partido e participou da criação do PSOL, formado por dissidentes petistas após os primeiros anos do governo Lula.
Chegada ao Senado
Randolfe disputou o Senado pela primeira vez em 2010, quando duas vagas do Amapá estavam disponíveis. Com mais de 200 mil votos, foi eleito e se tornou o senador mais jovem daquela legislatura.
Durante o primeiro mandato, concorreu duas vezes à Presidência do Senado: primeiro contra José Sarney e depois contra Renan Calheiros. Também participou de debates e investigações nacionais e ocupou posições de destaque em comissões da Casa.
Após deixar o PSOL, ingressou na Rede Sustentabilidade. Foi pela legenda que disputou a eleição de 2018. Naquele ano, recebeu 264.798 votos e liderou a disputa pelas duas cadeiras do estado. Lucas Barreto, então no PTB, ficou com a outra vaga.
Randolfe alcançou 47,24% dos votos, enquanto Lucas obteve 22,87%. O resultado garantiu mais oito anos de mandato ao senador.
Retorno ao PT
Randolfe apoiou Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de 2022 e participou da campanha que levou o petista de volta ao Palácio do Planalto. Depois, assumiu a liderança do governo no Congresso Nacional.
Em 2023, deixou a Rede e retornou ao PT, partido pelo qual disputa a eleição de 2026. A chapa tem Gabriel Andrade (PDT) como primeiro suplente e Jessyca Mais Saúde (Republicanos) como segunda suplente.
Aos 53 anos, Randolfe chega à terceira eleição para o Senado após duas vitórias consecutivas. Se for eleito para uma das vagas, poderá completar 24 anos consecutivos como senador pelo Amapá ao fim do próximo mandato, em 2035.









