O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, afirmou nesta sexta-feira (11) que não pretende demitir servidores públicos caso seja eleito. Ele defendeu a valorização e o treinamento dos profissionais, mas disse que vai reavaliar cargos de confiança na administração federal.
Durante entrevista ao SBT Brasil, Cury declarou que existem 50 mil cargos de confiança e que parte deles poderá ser eliminada. “Nós não vamos despedir colaboradores públicos. Eles devem ser valorizados e serão treinados para apresentar o melhor trabalho para a sociedade”, afirmou.
O candidato não apresentou uma lista de ministérios que poderiam deixar de existir. Segundo Cury, antecipar essas medidas poderia aumentar a polarização durante a campanha. Ele mencionou, porém, a possibilidade de unir o Ministério da Agricultura ao Ministério da Pesca.
Cury também propôs uma auditoria na estrutura do Estado para identificar despesas que poderiam ser reduzidas. Ele disse que uma reorganização da máquina pública poderia gerar economia equivalente a até 2% do Produto Interno Bruto (PIB), sem explicar como o resultado seria obtido.
Questionado sobre ações concretas para o ajuste fiscal, o candidato reconheceu que reduzir o número de ministérios teria efeito limitado sobre as despesas públicas. Em contrapartida, voltou a defender o corte de cargos comissionados considerados dispensáveis.
Ao ser perguntado se começaria o governo fazendo uma “limpa” na Esplanada dos Ministérios, respondeu: “Sem dúvida nenhuma”. Cury diferenciou os cargos políticos dos servidores concursados e reiterou que não pretende demitir esses profissionais.
Apesar das declarações, o candidato não informou quantos cargos seriam efetivamente eliminados nem qual economia seria alcançada com a medida.









