O Prêmio Nobel de Medicina de 2026 foi concedido a Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel por descobertas no campo da optogenética. A técnica ajuda a investigar como determinadas células participam da aprendizagem, do medo, do vício e do movimento.
Deisseroth é psiquiatra e neurologista americano. Hegemann e Nagel são cientistas alemães. O trabalho dos três pode contribuir para futuros tratamentos de transtornos neurológicos e sensoriais, incluindo a doença de Parkinson e a epilepsia.
Como funciona a optogenética
O método permite observar circuitos neurais relacionados a memórias, sentimentos e comportamentos específicos. Na medicina clínica, pesquisadores também usam a técnica em tentativas de restaurar a visão de pessoas com deficiência visual.
“A optogenética transformou radicalmente nossa compreensão do cérebro”, afirmou o Comitê do Nobel, reunido em Estocolmo. O grupo também destacou que novas descobertas ajudam a investigar o funcionamento do cérebro.
Os laureados receberão diploma, medalha de ouro e um cheque de US$ 1,2 milhão (R$ 6,3 milhões, na cotação atual). A entrega será feita pelo rei Carlos XVI Gustavo em uma cerimônia oficial em Estocolmo, em 10 de dezembro. A data marca o aniversário da morte, em 1896, de Alfred Nobel, criador do prêmio.
Próximos prêmios
O Nobel de Física será anunciado na terça-feira (6). Entre os favoritos estão o britânico Sir John Pendry e o americano David Smith, associados ao conceito da capa de invisibilidade.
O prêmio de Química será divulgado na quarta-feira (7), e o de Literatura, na quinta-feira (8). O Nobel da Paz será entregue na sexta-feira (9), em Oslo. A temporada será encerrada pelo Nobel de Economia em 12 de outubro.
No ano passado, o Nobel de Medicina foi concedido aos americanos Mary Brunkow e Fred Ramsdell e ao japonês Shimon Sakaguchi, por pesquisas sobre o controle do sistema imunológico.









