LOS ANGELES — O FBI prendeu Wanying Zhang, também conhecida como Heather, sob suspeita de atuar nos Estados Unidos como agente não registrada da China. A detenção ocorreu no Aeroporto Internacional de Los Angeles, quando ela embarcava em um voo para o país asiático.
Segundo o FBI, Zhang monitorou o filho do presidente de Taiwan, Lai Ching-te, e a família dele durante a permanência nos Estados Unidos. O procurador federal assistente Bill Essayli afirmou que ela tirou fotos, gravou vídeos dos alvos e enviou informações sobre placas de veículos a autoridades chinesas.
Zhang deveria comparecer nesta segunda-feira a um tribunal federal em Los Angeles. A nacionalidade dela não estava clara, e não havia, de imediato, informação sobre um advogado que a representasse.
Reação de Taiwan
O Gabinete Presidencial de Taiwan confirmou que parentes de Lai eram os alvos, mas não informou se a ação envolveu especificamente o filho do presidente. A porta-voz Karen Kuo classificou o episódio como “um caso clássico de repressão transnacional”.
Em nota, Kuo disse que Taiwan condena “nos termos mais enérgicos” ações que, segundo ela, desrespeitam direitos humanos e soberania. A porta-voz afirmou ainda que esse tipo de iniciativa busca suprimir, ameaçar ou até prejudicar pessoas que defendem liberdade e democracia, além de seus familiares.
A embaixada da China nos Estados Unidos não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O Ministério das Relações Exteriores da China, em Pequim, estava fechado por feriado.
Taiwan e China se separaram após a guerra civil de 1949. Pequim reivindica a ilha como parte de seu território. Lai foi eleito em 2024 e afirma que Taiwan e China não pertencem uma à outra. O governo chinês o considera separatista e o chama de “destruidor da paz”.
Durante o governo de Lai, Taiwan aumentou os gastos de defesa. O presidente prometeu elevar o orçamento militar de 3% para 5% do PIB e aprovou um orçamento especial para construir o sistema de defesa aérea T-Dome.







